Do leite materno para a papinha, como fazer?

A primeira grande transição alimentar de um ser humano é a mudança do leite materno para a papinha consistente. Porém, as dúvidas que rodeiam este tema são várias. Por isso, vamos esclarecer os tópicos principais e essenciais para que as mamães não fiquem perdidas!

Um ponto importantíssimo nos lembra o pediatra José Luiz Setúbal, do Hospital Infantil Sabará: "A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria (e de outras mundo afora) é de leite materno exclusivo até os seis meses".

Ou seja, antes disso nem pensar em tirar o leite materno da dieta do bebê, aliás, vale ressaltar que este alimento é exclusivo. Então, nada de inventar um cardápio para o recém-nascido, ok?

De acordo com o doutor, esta mudança para a papinha deve ocorrer no sexto mês de vida da criança: "Deve iniciar dando suco de frutas, primeiramente, para a criança sentir a mudança de paladar. Depois de algum tempo, mudar a consistência, oferecendo a papinha de frutas e finalmente a papinha salgada".

Este é o ideal. Mas quando uma mãe deixa de produzir o leite é aconselhável que as mudanças citadas possam ter início a partir do quarto mês. "Isso porque a criança já tem um desenvolvimento neurológico para engolir alimentos mais sólidos e fisiológicos para digerir outros alimentos", explica José.

É necessário que os pais prestem atenção no que vão servir aos filhos. "Os problemas de alergia e intolerância alimentar são os mais comuns e importantes para prestar atenção. Mas também pode haver engasgos, diarreias e outros problemas se forem introduzidos antes, principalmente, alimentos como amendoins, nozes, clara ou gema de ovo, por exemplo. Depois, pode causar hipovitaminoses ou desnutrição por falta de alguns nutrientes como ferro".

Por isso a necessidade de muitas frutas. Desde que o mundo é mundo são elas que alimentam as gerações. Naturais, estes alimentos são leves e trazem o necessário para o bebê. "As frutas da estação são as melhores. Não precisa ser só laranja lima, maçã ou pera", ensina o profissional.

E vale lembrar que mesmo as frutas, pelo menos no início desta transição e por mais um tempo, devem ser amassadas, formando a papinha, como o doutor explica: "Assim a mãe ensina a criança mastigar e a desenvolver os músculos da face, importantes para respiração, fala, etc."

Ao contrário do que se pensa, não vale tanto a pena utilizar o leite materno em receitinhas básicas após os seis meses, como conta o pediatra: "Ele pode ser utilizado, mas não tem sentido, pois ao cozinhar, ele perderá muito das propriedades imunológicas. Além do que uma das coisas mais importante do alimento materno é a proximidade da mãe e filho com carinho".


Após fazer uma papinha, saiba que elas são capazes de se manter armazenadas. Pode-se congelar por seis meses ou guardar na geladeira por dois ou três dias, no máximo, como os demais alimentos. Anotou?

Não se esqueça dos cuidados básicos de higiene na hora do preparo das papinhas. Lave as mãos e os alimentos, use produtos frescos e de boa procedência e olhe sempre as datas de validade dos produtos industrializados!

Prontinho, agora você já sabe como apresentar o seu pequeno ou pequena ao mundo dos alimentos!

Por Alessandra Vespa (MBPress)