Coqueluche em bebês volta a preocupar os médicos

Coqueluche em bebês volta a preocupar

Parece que a coqueluche voltou a ser considerada um problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Segundo estudos realizados entre 2004 e 2007 e publicados na revista "Pediatric Infectious Diseases", mães (33%), pais (16%), irmãos (19%) e avós (8%) são as principais fontes de transmissão da doença aos recém-nascidos.

Aqui no Brasil, segundo o Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN), foram confirmados 593 casos de coqueluche em 2011. Desses, 451 ocorreram em crianças menores de um ano e 15 delas morreram. No estado de São Paulo, foram registradas sete mortes e no Rio de Janeiro, duas. As demais ocorreram em Roraima, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Também conhecida como tosse comprida, a doença é transmitida pela Bordetella pertussis, bactéria que se aloja nos cílios do nariz e da faringe. Ela produz uma toxina que entra na corrente sanguínea e causa tosses intensas, que duram mais de duas semanas e podem causar vômitos depois. Mesmo após meses, os ataques de tosse ainda podem persistir. Há riscos de hemorragias, perda de consciência e de quebra de costelas por conta da intensidade das tosses.

A principal forma de contrair a doença é por meio de gotículas infectadas pela bactéria e que são aspiradas pelo doente. Os primeiros sintomas surgem entre uma e três semanas após o contato inicial com a bactéria. Antibióticos como a eritromicina podem ser usados para combater as bactérias que já estejam agindo no organismo.


A prevenção da coqueluche se dá por meio da vacinação, a tríplice bacteriana ou DTP (difteria, tétano e pertússis). No Brasil, as crianças tomam três doses (aos dois, quatro e seis meses de vida) e outras duas de reforço aos 15 meses e no período escolar (entre quatro e seis anos).

Entre as doenças combatidas por vacinas, a coqueluche é a quinta que causa mais óbitos em crianças abaixo de cinco anos de idade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), há 50 milhões de casos todos os anos, com cerca de 300 mil mortes. Nos Estados Unidos foram registrados 27.550 casos em 2010, com dez óbitos. No mesmo ano, o continente europeu contou com 15.749 casos confirmados.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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