Como garantir a segurança dos recém-nascidos nos hospitais

Segurança na maternidade

Casos de sequestros de recém-nascidos pelo país têm tirado o sono de muitas mães que estão prestes a dar à luz ou que já estão internadas nos hospitais. O mais recente aconteceu no Hospital São José dos Lírios, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, na sexta-feira (22). A falsa médica se entregou à policia e o bebê voltou para os braços da verdadeira mãe.

A câmera de segurança do hospital registrou a desconhecida saindo do quarto com o bebê e deixando o local com uma sacola, onde poderia estar o recém-nascido, mas constatou imediatamente que a mulher não era funcionária do hospital. Diante desse drama, como seria um sistema de segurança exemplar, que pudesse garantir o bem-estar de mães e bebês?

O Vila Mulher conversou com Alberto d’Áuria, diretor de relacionamento do Hospital e Maternidade Santa Joana. Segundo ele, o sistema adotado pela instituição está bem próximo do ideal.

Primeiramente, todos os berços possuem uma câmera, que monitora as crianças 24 horas. As imagens são transmitidas para o quatro da mãe, que possui dois aparelhos de TV: um para canais abertos e outro para que ela possa acompanhar todos os passos do filho. "Caso a criança esteja no quarto com a mãe, a imagem do monitor será de um berço vazio", explica Alberto.

Assim que chega ao hospital, a mãe recebe uma pulseira de identificação, cujas informações idênticas serão colocadas no pulso do bebê logo ao nascer. Todo o processo é feito na presença da mãe. E antes de a pulseira ser colocada no recém-nascido, a genitora se encarrega de conferir minuciosamente os dados. "Caso o objeto seja cortado, automaticamente é acionado um sistema de segurança", afirma o diretor.

O hospital consta com berçários setoriais, ou seja, há um em cada ala. Isso garante que a criança fique a poucos metros da mãe. Além disso, para que o bebê seja deslocado, são necessárias uma autorização e uma liberação através de digitais. Somente as pessoas credenciadas e funcionários podem se aproximar do recém-nascido.

Cada vez que o bebê se desloca, um palm faz a leitura da pulseira do crachá do funcionário. Essas informações são enviadas para uma sala que confirma a saída e faz o registro, gerando um relatório no fim do dia. "O palm autoriza, inclusive, a entrada da enfermeira no quarto da mãe, seja para levar ou retirar o bebê ou para dar orientações sobre amamentação", acrescenta Alberto.

Outra função do aparelho é autorizar a enfermeira a entregar do bebê nos braços da mãe. Para isso, ele confere se o nome da mulher que está no quarto é o mesmo que está no leito. O tempo que a enfermeira permanece no quarto também consta no relatório. Já Os acompanhantes e visitantes usam adesivos colados na roupa com informações do local onde devem visitar e são monitorados 24 horas por uma cabine.


Quando a criança tem alta, o palm emite uma autorização e a pulseira de identificação é cortada na presença de um segurança do hospital e somente quando a criança entrar no carro. "Creio que não há por aqui um sistema tão bom quanto esse", acredita o diretor de relacionamento.

O Hospital Santa Joana pretende inovar ainda mais. O próximo passo é fazer com que a mãe possa autorizar as visitas durante sua estada. O novo sistema de identificação será por meio da íris e da face do indivíduo.

Juliana Falcão (MBPress)

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