Chefe de papinha ensina como preparar a comidinha das crianças

chefe de papinha

foto: Nathália Donato

Nathália Donato, tradutora e mãe de primeira viagem, se viu obrigada a aprender a cozinhar. Com o nascimento da filha Gabriela, ela buscou incorporar no dia a dia uma alimentação saudável e viu que sua filha, com seis meses, comia bem e que era possível com micro-colheradas de papinha caseira, oferecer todos os nutrientes que o bebê precisa.

Com a orientação de profissionais, como pediatra, nutricionista, dentista e também através de muita pesquisa, Nathália tornou-se "Chefe de Papinha": ela passou a ser contratada pelas mães para auxiliar na introdução e elaboração das papinhas, sempre priorizando as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Organização Mundial de Saúde.

Nathália ensina as mamães a selecionar os alimentos, cortá-los e prepará-los antes de colocar na panela. Ingredientes frescos como mandioquinha, ervilha, abóbora, alface, salsinha estão sempre presentes na lista. Nathália explica porque eles devem ser amassados e não batidos no liquidificador. A intenção é estimular a dentição e a mastigação dos bebês. Além disso, ela orienta como conservar a papinha, para que ela possa ser consumida em outros dias.

Parece fácil preparar a papinha, mas o processo de elaborar e selecionar os ingredientes requer mais conhecimento e atenção. Muitos fatores devem ser levados em conta, como a fase de vida da criança, por exemplo. Não é apenas o tipo de ingrediente colocado, e sim tudo envolvido no processo para garantir que seja uma comida saudável, nutritiva e que colabore para o desenvolvimento do bebê.

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foto: Nathália Donato

Após a aula, a mãe ganha uma apostila com orientações, receitas e informações nutricionais para se tornar também Chefe de Papinha.

Para muitas mamães, a parte mais difícil é o momento de dar a papinha para o bebê. Nathália sugere testar a papinha com a criança até 10 vezes pois essa é a recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Organização Mundial de Saúde. Para a Chefe de Papinha, o mais importante é que a criança não associe a alimentação a uma coisa ruim. Não se deve fazer com que a hora da refeição vire um trauma. É fundamental que seja uma hora gostosa!


Quanto à papinha pronta, ela não descarta a hipótese de usá-la em uma emergência. No entanto, não deve ser um hábito. Segundo ela, a papinha pronta priva o bebê da textura e do sabor de uma comida caseira. É preciso acostumar a criança desde o início ao sabor dos alimentos saudáveis.

Por Jessica Moraes

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