Bebê nasce prematuro com 680 g durante cruzeiro e sobrevive

A mãe conseguiu mantê-lo vivo graças a uma incubadora improvisada, que criou com a ajuda da equipe médica do navio
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Haiden chorava bem baixinho, prova de que seus pulmões aguentavam a viagem de duas horas ao hospital. Foto: Emily Morgan/AP

O nascimento de bebês prematuros é sempre uma surpresa. E para a mãe Emily Morgan, de 28 anos este acontecimento inesperado veio 4 meses antes do previsto, em uma viagem de navio. Emily previa que seu filho, o pequeno Haiden, nascesse somente em dezembro. Porém por conta da desidratação e das altas temperaturas em alto mar, a mulher entrou em trabalho de parto antes do tempo, dando a luz ao bebê de menos de 700 gramas.


Com muita fé e perseverança, ela conseguiu mantê-lo vivo graças a uma incubadora improvisada, que criou com a ajuda da equipe médica do navio. De acordo com a emissora de TV Fox News, a mulher tinha recebido autorização médica para viajar por conta da gravidez tranquila. Por este motivo, a mãe achou que as contrações não passavam de um alarme falso.  Foi depois de perceber um sangramento que ela e seu marido ligaram para a equipe médica quando viram sangue. 

Um médico a bordo do navio Royal Caribbean disse que ela não poderia dar à luz porque eles ainda estavam a 14 horas do porto mais próximo de Porto Rico. Mas adiar o parto não era uma opção, segundo Morgan.

Depois do parto, os médicos disseram que ela tinha sofrido um aborto e que ela deveria descansar, mas ela insistiu em ver o bebê. Cerca de 45 minutos depois, a equipe médica disse que o bebê tinha sobrevivido, mas que não esperava que ele sobrevivesse por muito tempo.

"Eu tinha sentido ele chutando. Senti o processo de crescimento dele", disse a mãe. "Eu disse: 'Vou vê-lo. Não importa se ele está vivo ou morto'". Eles a levaram ao recém-nascido, que estava embrulhado em toalhas e usando uma pequena máscara de oxigênio.

"Ele estava chorando, como um chorinho bem leve", disse. Era um sinal de que seus pulmões estavam fortes. Ela insistiu que ele fosse embrulhado em toalhas secas e ajudou a equipe a aquecer bolsas de água quente para criar uma incubadora improvisada ao redor dele.

Enquanto isso, o capitão estava acelerando em direção a Porto Rico e chegou duas horas antes do previsto. Pontos escuros estavam aparecendo nos dedos de Haiden, indicando que sua circulação começava a falhar.

Duas ambulâncias levaram a família para o hospital, onde Haiden seguiu progredindo bem. Hoje, ele está recebendo leite materno por uma seringa em um tubo conectado direto com seu estômago. Ele deve permanecer hospitalizado até 19 de dezembro, data que era esperada para o parto.

De acordo com Bradley Yoder, diretor da unidade de terapia intensiva neonatal da Universidade de Utah, um bebê prematuro de quatro meses e longe de um hospital, tem menos de 10 de chance de sobreviver. "Fico surpreso que o bebê tenha sobrevivido", disse.

Por Thamirys Teixeira

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