Amor de vó é amor em dobro

Amor de vó é amor em dobro

Foto/Arquivo pessoal.

Carinho, beijos, abraços, dedicação e muito mimo são o que a maioria das avós disponibiliza para os netinhos. O amor de avó é duplamente maternal, ou seja, é um amor em dobro. Este sentimento é difícil de explicar ou descrever e impossível de quantificar. A única coisa na qual sabemos é que as avós são fundamentais e inesquecíveis na vida de qualquer neto.

A recompensa para toda essa dedicação das vovós vem em forma de bilhetinhos, desenhos, presentinhos feitos pelos próprios netos, florezinhas colhidas no jardim, beijos e muitos gestos de afeto. Além disso, tem o reconhecimento dos netos, mesmo depois de estarem crescidos. Quem não se lembra da casa da vovó, dos biscoitinhos e dos bolos? São lembranças que ficarão guardadas para sempre em nossos corações.

E se as lembranças tomam conta da nossa memória, imagina como fica a memória das avós? São inúmeros detalhes que elas lembram, se emocionam e contam como se tudo tivesse acontecido poucos dias atrás. Um bom exemplo é Neuza Guerreiro de Carvalho. Aos 82 anos, já aposentada e com quatro netos já crescidos - André, 28 anos, Bruno e Tiago, de 27 (são gêmeos) e o caçula Victor, de 24 - ela relembra sobre a emoção de ser avó.

"Em todas as três vezes que soube que ia ser avó senti um impacto emocional muito forte", explica. A chegada dos pequenos trouxe uma enorme alegria ao coração de Neuza, mas ela também afirma que em todas às gestações sentiu uma grande preocupação: "Toda gravidez envolve risco e se os hormônios mantêm a mãe longe de preocupações, o mesmo não acontece com a avó", acrescenta.

Neuza afirma que sua vida mudou completamente no momento em que se tornou avó: "Mudaram os objetivos, as obrigações e os envolvimentos afetivos". Ela também diz que não descobriu uma nova forma de amar, mas sim um amor diferente. "O sentimento é inigualável. Foram sentimentos que chegaram de modo gradativo", diz ela.


Segundo a aposentada, com os filhos ela tem relações biológicas e emoções maternais que duram enquanto ela viver, já com os netos, tudo isso é em dose dupla. "O amor de avó é diferente do amor de mãe. Não é maior, nem menor, apenas diferente. Não existe uma medida real desse sentimento", conta ela.

Neuza relata que durante a infância dos netos sempre foi uma avó dedicada e atenciosa. "De nós (Ayrton e ela), nossos netos tiveram toda a atenção e ocupavam 80% de nosso tempo. Nunca fomos avós de visita, mas cuidávamos efetivamente deles com atenção quase total, participando da formação e educação", descreve ela. "Hoje, homens feitos, têm suas vidas próprias e as relações são mais espaçadas, mas quando um deles diz ‘vozinha’ eu me derreto toda", finaliza.

Por Stefane Braga (MBPress)

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