Amor de mãe pelos cachorrinhos

Cachorrinhos

Geisa Alves e seus cachorrinhos Lupe (poodle preto) e Lilica (poodle branco), à esquerda. Kyara e Preta, à direita.

Um amor incondicional, muitas vezes bastante próximo do que se tem por um filho. Isso é o que muitas mulheres sentem pelos animais.

A relações públicas Geisa Fernanda Batista Alves, que é casada e por enquanto não tem filhos, considera seus quatro cachorrinhos, Preta, Kyara, Lupe e Lilica, como suas crianças. Todos recebem tratamento vip. Banho uma vez por semana, comidinha premium, roupinhas, etc.

“Eu me preocupo com eles. Se estão com dor, a posição que sentam ou se estão quietos demais. Eles até dormem na minha cama. Para mim são quase meus bebês, 99,99%. Digo isso porque os deixo em casa quando vou viajar, o mesmo não aconteceria com meus filhos”, ressalta.

Ela já fez verdadeiras loucuras para protegê-los. O encontro com Preta rende até história de filme. Foi em uma tarde muito seca, na cidade de Itamonte, quando a cachorrinha estava muito fraquinha, no meio da estrada. Geisa, que sempre anda com ração no carro para alimentar os cães abandonados, começou a oferecer comida todos os dias. Certa vez, ao vê-la na estrada, tentando procurar comida em um saco de lixo, a relações públicas avistou um homem de bicicleta que iria bater no animal. Na mesma hora saiu em direção ao homem e evitou a agressão e até um possível atropelamento de Preta.

Dois meses depois, após deixá-la no veterinário e procurar várias pessoas para adoção, ela não pensou duas vezes em levar o bichinho para casa. “Ela precisava muito da minha ajuda. No início, eu tinha que levantar de madrugada e levar ela até a grama para fazer xixi, caso contrário não saia do seu cantinho. Aos poucos, a Preta foi se soltando mais”, conta. E com Kyara, a história foi semelhante. Depois de quase atropelar a cachorrinha, que estava no meio da estrada, Geisa a levou para casa. “Foi o presente de aniversário para o meu marido”.

Hoje em dia, Geisa levanta cedo todos os domingos e faz uma comidinha especial para a cachorrada. “É como se fosse um ritual. Eles ficam sentadinhos na cozinha, quietinhos, e chegam a dormir enquanto eu fico preparando o almoço deles”. O cardápio? Carne moída (patinho) e arroz fresquinhos.


A aposentada Sonia Favilla Gabriel Ferreira também não mede esforços para cuidar dos seus cachorrinhos. Entre suas mudanças para São Paulo e Brasília, eles sempre a acompanharam. Já criou sete, muitos deles abandonados nas ruas. Com um dos filhotes, recolhido muito doente, por sinal o predileto, ela passou noites em claro, deu carinho nos piores momentos e após uma luta de dois meses, ele conseguiu se recuperar.

Apesar de nunca colocar na ponta do lápis os gastos com os cãezinhos, Sonia sempre reservou uma boa parte do orçamento para os cuidados com eles. Hoje, ela reserva parte da sua aposentadoria para eles. “Os considero como seres humanos, assim como nós, eles sentem dores, fome, e seu carinho é infinito, não consigo viver sem eles”, afirma. Ainda restam dúvidas de que os bichanos são os filhos/filhotes da casa?

Por Juliana Lopes

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