6 coisas que você deve saber sobre Cardiopatia Congênita

Cardiopatia Congênita

Foto - Shutterstock

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, a cada 100 bebês nascidos, um pode apresentar malformações congênitas, sendo 30% casos graves. No Brasil, cerca de 25 mil crianças precisam de algum tipo de intervenção cirúrgica para sobreviver.

Há 30 anos lutando para melhorar estes índices, os cirurgiões cardíacos pediátricos Gláucio e Beatriz Furlanetto, fundadores do Instituto Furlanetto, elegeram de maneira didática algumas coisas que todo mundo deve saber sobre a doença:

1) O que é, afinal, cardiopatia congênita?

São alterações na estrutura e função do coração que podem ser diagnosticadas no feto ou após o nascimento e podem causar alterações importantes no organismo, ou seja, o coraçãozinho do bebê pode não funcionar como deveria.

2) Quem pode ser afetado por esta doença?

Muitas vezes, nenhuma causa para a doença cardíaca pode ser encontrada. É possível que a ingestão de alguns medicamentos, álcool, contato com produtos químicos e infecções como a rubéola ou diabetes durante a gravidez possam contribuir.

3) Como diagnosticar as cardiopatias?

O acompanhamento médico por meio de pré-natal pode contribuir para o diagnóstico caso existam fatores que permitam a suspeita clínica de problemas cardíacos fetais ou o ultra-som morfológico suspeite de cardiopatia. Embora a doença cardíaca congênita esteja presente no nascimento, os sintomas podem não aparecer imediatamente.

Alguns defeitos podem não causar problemas por muitos anos ou mesmo nunca se manifestar. Mas, alguns sinais podem indicar anomalias cardíacas e os pais devem procurar um médico imediatamente.

4) Existem exames específicos para diagnosticar cardiopatias?

Vale destacar o Ecocardiograma fetal, que pode ser feito durante a gestação. Quanto mais precoce for o diagnóstico, melhor. Desse modo, pode-se estabelecer com antecedência a conduta a ser tomada depois que o bebê nascer.

Outro teste pouco conhecido e que passou a integrar a triagem do Sistema Único de Saúde (SUS), em junho de 2014, é o "Teste do Coraçãozinho", ou, Oximetria de pulso. O exame é capaz de detectar precocemente cardiopatias graves e diminui o percentual de recém-nascidos que recebem alta sem o diagnóstico de problemas que podem levar ao óbito ainda no primeiro mês de vida.

5) Qual o tratamento?

Cada diagnóstico tem um tratamento, por isso o medico sempre deve ser envolvido. Algumas doenças cardíacas congênitas podem ser tratadas com medicação apenas. Outras precisam ser tratadas com uma ou mais cirurgias cardíacas.

6) Existe cura?

Sim, algumas cardiopatias tratadas proporcionam a cura definitiva, outras, porém, necessitam de acompanhamento continuo e complementação com outros procedimentos cirúrgicos ou hemodinâmicos. Crianças que passaram por um tratamento e cirurgias podem levar uma vida normal. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhores as chances.


Por Vila Mulher

Comente

Assuntos relacionados: bebês cardiopatia congênita