"A Culpa é das Estrelas" aborda câncer entre jovens

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A Culpa é das Estrelas

Filme "A Culpa é das Estrelas"

O filme "A culpa é das estrelas", que conta a história de uma adolescente de 16 anos com câncer terminal que se envolve em uma linda história de amor com um jovem que conhece em um grupo de apoio para pacientes com a doença, caiu no gosto do público.

Não tem quem não comente - e se emocione - com a história. Mas a mensagem que o filme traz também pode ser encarada como oportunidade para discutir o câncer entre os mais jovens.

A experiência do câncer é difícil para qualquer pessoa, seja acompanhando o sofrimento de um parente próximo ou vivenciando o processo de cura e tratamento. A situação se torna ainda mais delicada quando o paciente é uma criança ou adolescente. Muitos pais se sentem responsáveis pela doença, pensando que poderiam ter feito algo para evitar o quadro.

Fato é que câncer em crianças e adolescentes é mais raro. No Brasil, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer, são esperados cerca de 11 mil e 800 novos casos por ano (estimativa 2012).

Os tipos mais comuns, de acordo com Amândio Soares, da Oncomed BH, incluem as leucemias (33%), tumores do sistema nervoso central (20%), linfomas (12%), neuroblastomas (8%), tumor de wilms (6%), tumores de partes moles (6%), tumores ósseos (5%), retinoblastoma (3%), tumores germinativos (9%).

As causas do surgimento de tumores nos jovens estão mais ligadas a fatores genéticos específicos. Além disso, algumas condições genéticas aumentam a incidência de certos tipos de câncer, como a relação entre crianças diagnosticadas com Síndrome de Down e a leucemia. "Na maioria dos casos, não se conhece a causa. Alguns são devidos a predisposição genética. Não existe associação com tabagismo, etilismo, hábitos de vida como ocorrem em adultos", explica o médico.

Não existe um método preventivo específico para o câncer em jovens, mas é de extrema importância que os pais levem seus filhos a consultas periódicas com o pediatra e relatar qualquer alteração no comportamento ou corpo da criança. "Perda de peso, palidez, anemia, febre baixa constante, dor óssea ou nas juntas sem histórico de trauma no local e massas abdominais são alguns indicadores de tumores em crianças", pontua Amândio.

O tratamento depende do tipo específico do câncer. Assim como nos adultos, existem várias modalidades de tratamento como a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia que podem ser usadas em conjunto ou não. "A resposta ao tratamento é boa na maioria dos casos, sendo observadas taxas de sobrevida em cinco anos em torno de 80%", finaliza o médico.


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