Vakinha virtual

Vakinha virtual

Já pensou em pedir dinheiro pela internet? Ou usar a rede mundial de computadores para recolher o dinheiro dos amigos para o churrasco do final de semana? E que tal pedir o presente de casamento, numa poupança virtual? Desde janeiro, o site vakinha.com.br está no ar e ajuda você a fazer tudo isso. Vale até pedir grana para realizar o sonho da casa própria ou do silicone.

A ideia de criar o site veio quando um dos três sócios ia se casar e queria, ao invés dos presentes, ganhar dinheiro dos amigos para ajudar na vida a dois fora do país. Além disso, os três amigos ainda tinham aquele sentimento de que alguns presentes são comprados às pressas e nem sempre ao gosto do casal. “Aí nasceu o Vakinha. Além de ser ferramenta para as tradicionais vaquinhas, permite que o presenteado fique livre para comprar o que quiser”, conta Fabricio Milesi, diretor comercial do site.

Ele explica que para se cadastrar e abrir vaquinha não há taxa ou mensalidade. Mas como é então que os eles ganham dinheiro? “O site é remunerado a partir das taxas de transação financeira, que variam entre 1,9% a 6,4%, cobrados pelo PagSeguro dependendo a forma de pagamento. Dessas taxas existe um repasse para o Vakinha”, explica.

O Vakinha já teve mais de 100 mil acessos, apenas no primeiro trimestre deste ano, mas o número de clientes não é revelado. “O que posso dizer é que mais de 400 mil e-mails de convite já foram enviados por vakeiros para seus amigos por meio do site”.

E acredite, tudo é motivo para criar uma vaca e pedir dinheiro. “No site encontramos desde pessoas pedindo auxílio, por estar em uma situação financeira complicada, até aqueles pedindo R$ 1 milhão”. Mas casamento, formatura, aniversário, viagem, ajuda para entidades e blogs são os motivos mais comuns. “Os casos mais bem sucedidos são as situações onde os amigos já têm a predisposição de presentear ou as tradicionais vaquinhas, onde várias pessoas se juntam para adquirir algo em comum”.

Mas vale lembrar que os desconhecidos também doam. Há casos em que as pessoas exploram com sucesso a divulgação e garantem contribuições aleatórias, de valores mais baixos, normalmente. “Na verdade, todo o sucesso de uma vaquinha é diretamente relacionado à divulgação. Temos diversas formas para divulgar a vaquinha, como envio de e-mails em massa, aplicativos para blogs, Orkut, Facebook. Mas vale a criatividade do vakeiro”, indica Fabricio.

Entre as histórias divertidas de vaquinhas, vale lembrar essa, logo no início do site, quando uma garota disse que se conseguisse arrecadar o dinheiro, tiraria a roupa e publicaria a foto. “Mas não sabemos o que aconteceu com a vaquinha dela”, conta. Outra situação interessante foi de um homem que fez uma vaquinha de aniversário e pediu dinheiro para uma cirurgia do joelho. “Ao utilizar o envio de email, ele aproveitou e enviou para toda sua rede de contatos e no dia seguinte foi surpreendido com a contribuição de R$ 100 de uma das pessoas que se sensibilizou com a causa”.

Se você pensa em usar o Vakinha e questiona a segurança do site, saiba que eles utilizam o PagSeguro como ferramenta financeira. “Ao se cadastrar, o usuário recebe uma conta do PagSeguro e passa a receber contribuições via boleto, transferência online e cartão de crédito. No fim, o vakeiro fica com esse crédito acumulado em seu favor e solicita o saque para conta corrente ou gasta nos sites que aceitem o PagSeguro”.


Os valores totais arrecadados com as vacas virtuais variam. A média entre as que são abertas, para arrecadação de dinheiro, é de R$ 150. Mas há quem já tenha conseguido até R$ 2 mil.

Vakinha - www.vakinha.com.br

Por Sabrina Passos (MBPress)

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