Turismo de incentivo está aquecido

Turismo de incentivo está aquecido

Colocar um ponto final numa profissão depois de anos de estudos e dedicação não parece ser uma tarefa fácil. Sem contar o medo que dá de recomeçar e depois não se recolocar no mercado... Mas há pessoas que resolveram arriscar e fazer de alguns hobbies profissões para lá de rentáveis. Quem gosta de viajar, entende de turismo, de geografia e história, por exemplo, pode se dar bem como guia de turismo de incentivo, um nicho que tende a crescer muito dentro e fora do Brasil.

Para quem não sabe, turismo de incentivo corresponde àquelas viagens que as empresas oferecem aos funcionários ou parceiros após terem alcançado determinada meta de vendas ou finalizado um projeto de sucesso. E por serem conquistados com muito suor, esses prêmios costumam ter roteiros bem diferenciados. "A viagem de incentivo pretende recompensar o contemplado de forma inesquecível. Ela tem que ser algo que não pode ser comprado", explica Edgar Werblowsky, diretor da Freeway.

Quem paga a viagem é a marca, ou seja, a empresa, e não o convidado. E ela é sempre mais cara que uma viagem a lazer. "Por incluírem um grande número de detalhes, surpresas, cuidados, time especializado, shows, produções, entre outros diferenciais, estes passeios podem durar de um final de semana a um mês e custar de R$ 1.000,00 a R$ 20.000", revela Edgar. As viagens são feitas em grupo compostos de 20 a 1000 pessoas.


Ele afirma ainda que a viagem de incentivo, por suas características especiais, importância e responsabilidade perante a marca patrocinadora e pela capacitação especial que tem que ter seus coordenadores, pode ser considerada o top do turismo. Por isso, o segmento escolhe seus profissionais a dedo. "Este tipo de trabalho não é exercido pelo agente de viagens corporativas ou de lazer. Devido à especialidade do setor foram criadas as operadoras de viagens de incentivo", conta.

As últimas estatísticas do segmento datam de 2006, época em que o turismo de incentivo movimentava mais de US$ 1 bilhão no Brasil, segudo a Associação Brasileira das Agências de Viagens (ABAV). Essa prática se desenvolveu na década de 90 e desde 2000 cresce de 30% a 40% ao ano.

Por Juliana Falcão (MBPress)

Comente