Três planos para quem quer investir com mil reais

Três opções de investimentos com R$1000

Foto: sscreations http://goo.gl/pmh2c

Certamente, você deve estar pensando: como eu devo investir meu dinheiro? Uma boa opção é a bolsa de valores. Para isso é necessário que o investidor estabeleça um propósito, como explica o especialista em investimentos e diretor acadêmico da XP Educação, Silvio Paulo Hilgert: "Investir simplesmente por investir não faz muito sentido e não motiva o investidor a poupar mais e fazer pequenos sacrifícios. Dentre os objetivos podem estar a aposentadoria, a educação dos filhos, a viagem dos sonhos, um imóvel ou automóvel, entre outros".

O primeiro passo que deve ser seguido pelo iniciante é buscar informações assistindo a palestras, lendo livros e artigos sobre qual a melhor e mais correta forma de aplicação do seu dinheiro. "Para fazer as melhores escolhas é preciso saber quais são os produtos disponíveis no mercado e adequados ao seu perfil de investidor. É importante que o investidor tenha conhecimento suficiente para entender bem as características de cada produto e seu potencial de ganho, bem como seus riscos", comenta o especialista.

Para quem possui apenas R$ 1.000, deseja aplicar na bolsa e ainda não sabe como, acredite que pode ser mais fácil do que parece. A corretora Souza Barros criou um programa denominado "Investimento Planejado", para ajudar o investidor, que não tem experiência no mercado, a formar uma poupança antes de aplicar os recursos na bolsa.

Existem três possibilidades de aplicação: no primeiro, o investidor recebe um boleto bancário e realizará depósitos com o valor de R$ 1.000 durante três meses consecutivos, antes de investir os três mil reais na bolsa. A segunda opção para o investidor é realizar depósitos mensais de R$ 500, durante quatro meses, até aplicar os R$ 2.000 em papéis de empresas brasileiras. A terceira possibilidade de aplicação para o investidor é de efetuar depósitos mensais de R$ 250, durante seis meses, para comprar R$ 1.500 em ações.

Até que o valor total seja alcançado, o dinheiro fica investido em títulos do governo e o cliente tem acesso, via internet, a uma série de palestras sobre o mercado financeiro, com o intuito de que o investidor aprenda a operar sozinho o dinheiro poupado nesse período. Anualmente, esses papéis chegam a render cerca de 11%, mas o investidor precisa estar atento aos altos e baixos da bolsa e contar com o apoio de um agente autônomo de investimento para orientá-lo.

Ao investir em ações, o cliente fica responsabilizado pelo pagamento de três taxas: a taxa de corretagem, custando entre R$ 5 e R$ 20, cobrada por cada manobra de compra ou venda do papel, a taxa de emolumentos (lucros eventuais), no valor de R$ 0,34, valor cobrado pelas negociações das ações, e a taxa de custódia que equivale a R$ 6,90 ao mês, sendo cobrada pela Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) para guardar os papéis.

A Bolsa oferece todos os níveis de risco que o investidor está disposto a correr, conforme afirma o especialista em investimento, Hilgert: "É preciso cautela e sangue frio quando o mercado está muito ‘nervoso’. Em momentos de turbulência há duas possibilidades, de acordo com o perfil e estratégia de cada investidor: o investidor de longo prazo, que atua mais sob a ótica fundamentalista, não deve fazer nada ou então o especulador pode se aproveitar destes movimentos de curto prazo para aumentar seus ganhos".


Apesar de oferecer inúmeras oportunidades, para quem deseja obter lucros significativos, é preciso ter muito conhecimento, disciplina e paciência. "Os retornos na bolsa variam de acordo com a estratégia de cada investidor e suas atitudes no dia a dia. O cliente deve ter consciência de que se trata de um mercado de alto risco. Mas, como o risco é o preço que se paga pela rentabilidade, pode-se esperar retorno também alto nestes investimentos", conclui Silvio Paulo Hilgert.

Por Stefane Braga (MBPress)

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