Sim! Livros infantis para Educação Financeira!

Durante uma entrevista, fui questionado por uma jornalista sobre o que havia me motivado a escrever livros infantis para educação financeira, tendo me tornado o autor brasileiro com maior quantidade de títulos publicados nessa área. Esse tipo de pergunta é interessante porque nos provoca a necessidade de reflexão.

Há mais de vinte anos trabalho no mercado financeiro. São muitos anos de experiência no uso, desenvolvimento e gestão de produtos e serviços bancários. Parte desse período foi passado no exterior, quando pude conhecer e comparar diferentes realidades, como a dos Estados Unidos e a de países vizinhos da América do Sul, especialmente Paraguai, Argentina e Uruguai.

Trabalhei com clientes de diversas classes sociais, diferentes padrões financeiros e culturais, de muitas nacionalidades e com perfis financeiros diversificados, auxiliando-os a escolher as melhores opções para seus investimentos e, às vezes, ajudando-os a enfrentar dificuldades relacionadas à falta de dinheiro. Foi nesse período, e enquanto desenvolvia tese de mestrado sobre private banking, que percebi um dos grandes diferenciais entre pessoas que obtém sucesso financeiro e outras que sofrem para gerir suas finanças: o nível de EDUCAÇÃO FINANCEIRA.

Destaco essa informação porque convivi com pessoas bem sucedidas em suas atividades profissionais, com nível de renda ou patrimônio invejável, alguns com inteligência e cultura acima da média, mas que não conseguiam administrar bem suas despesas e investimentos. Outras, pelo contrário, apesar de baixa instrução, da humildade da origem e de outras dificuldades, fizeram do limão a limonada e conseguiram êxitos admiráveis com suas finanças, em alguns casos acumulando verdadeiras fortunas.

Certamente alguns tiveram mais sorte que outros, mas o diferencial estava na perseverança, na habilidade interpessoal, na criatividade, na competência profissional ou na dedicação. Outro ponto comum dos bem-sucedidos financeiramente residia no respeito ao dinheiro, no controle das contas, na limitação dos gastos, no hábito de fazer economia e poupança, na prática do planejamento e na preocupação com seus ativos. Em síntese, pessoas que tinham EDUCAÇÃO FINANCEIRA - formal ou empírica, tiveram mais sucesso do que outras não preparadas. Esse sucesso era muito mais em decorrência das suas posturas e atitudes diante do dinheiro do que propriamente de conhecimentos técnicos adquiridos.

Por meio de entrevistas ou conversas informais e pelo convívio com essas pessoas e culturas, concluí que aquelas que receberam ou buscaram algum tipo de orientação financeira, na família, na escola, na comunidade ou no seu ciclo social eram as mais bem sucedidas. E fui convencido que a melhor escola para esse tipo de educação é a própria casa, que os melhores professores são os familiares e que os melhores alunos são as crianças. Essa tese foi confirmada em livros sobre psicologia comportamental e finanças pessoais. Porém, não encontrei nenhum que apresentasse alguma proposta nesse sentido, apenas diagnósticos do problema.

Por isso, e sensibilizado pelo convívio com crianças das idades de meus filhos, resolvi priorizar a educação financeira infantil. Os resultados têm sido muito satisfatórios. A cada vez que percebo mais uma criança sensibilizada e antenada aos assuntos financeiros da sua realidade, quase sempre associadas ao cofrinho, à mesada ou aos seus maravilhosos sonhos de criança, mais motivação encontro para continuar trabalhando nessa área.

E o ambiente tem contribuído para isso. Se há alguns anos eram raras as iniciativas e profissionais nessa área, hoje em dia são abundantes. Também os pais e escolas estão mais sensibilizados. E para completar esse cenário positivo, vem aí a Estratégia Nacional de Educação Financeira, reforçada pela importante participação do MEC que literalmente comprou a idéia e deseja levar educação financeira a todas as crianças da rede pública do Brasil.

É por essas e outras que sinto prazer de continuar fazendo a minha parte e de espalhar minhas sementinhas de prosperidade.

As sementes estão à disposição. O terreno está fértil. As crianças estão ávidas por novos conhecimentos. Então, convido você, mãe, pai, professor/professora, avô, avó e todos que têm amor pelas crianças e senso de responsabilidade social a ajudarem na disseminação dessa cultura para que as próximas gerações cresçam melhor preparadas para lidar com suas finanças e com a realização de seus sonhos.

Para conhecer e adquirir livros infantis sobre educação financeira, visite o site do autor.

Álvaro Modernell é colunista de Finanças Pessoais do Vila Sucesso. Palestrante, consultor, autor de livros e sócio da Mais Ativos Educação Financeira, esse especialista te ajudará na tarefa de lidar com o dinheiro.

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