Segurança na internet

Segurança na internet

Um dos principais atos cometido pelos criminosos digitais é o roubo de senhas, visando, na maioria das vezes, ataques às contas bancárias. “A maioria das ameaças visa a informações comerciais”, explica Paulo Prado, gerente de marketing e produtos da Symantec.

Segundo ele, as ações criminosas no mundo do cybercrime têm dois destinos. O primeiro é extrair informações para ganhos financeiros, como conseguir dados para fazer um saque em um banco. A segunda está ligada a crimes indiretos. Esse tipo de ação consiste em conseguir dados de e-mail e identificação e vendê-los para integrantes de uma economia clandestina virtual ou “underground economy”, como Paulo prefere qualificar.

Segundo o “Relatório sobre Ameaças de Segurança na Internet”, produzido pela Symantec, o Brasil foi o principal país da América Latina onde foram encontradas atividades maliciosas, no decorrer de 2008, contabilizando 34%. No ranking global, o país ficou em quinto lugar, somando 4% do total de atividades maliciosas mundiais.

Paulo explica que, na maioria das vezes, os ataques acontecem porque os usuários caem em armadilhas dos cybercriminosos. “Geralmente, as ameaças vem com e-mails convidativos, que induzem as pessoas a abrirem. A partir disso, o usuário já pode ter um programa malicioso instalado em sua máquina”, ressalta.

Os e-mails aos quais Paulo se refere são aqueles de procedência desconhecida. Para exemplificar, ele cita alguns bem comuns, onde no assunto consta “Veja as fotos que tiramos” ou “Você acabou de ganhar um prêmio”. E ressalta que existem alguns ataques que tentam imitar páginas de agências bancárias - pedindo informações de maneira desordenada. Além desses, existem outros ataques mais avançados, como aqueles por meio de sites. “Apenas por acessar estas páginas, o internauta já tem o computador prejudicado”, alerta.

As consequências para essas ações são prejuízos financeiros, decorrentes de saques, transferências não-autorizadas de dinheiro e venda de informações, além de uso indevido de imagem e complicações com o provedor.

Mesmo com os ataques se aperfeiçoando a cada dia, é possível se proteger das ameaças com algumas precauções. Paulo diz que o melhor que um internauta bem educado deve fazer é ter um bom sistema de segurança instalado na máquina. “Atualmente, o antivírus pode ser visto como um conjunto de programas que blindam o computador do usuário, para garantir que invasões não atuem e protejam a estação”, explica.

Além do antivírus, é preciso ter senso crítico e não sair por aí digitando senhas sem saber o motivo. Também é necessário conhecer a política de segurança do banco o qual é cliente e os mecanismos do Internet banking. “É importante desconfiar de tudo e pensar duas vezes antes de abrir um e-mail que diga no assunto que você acabou de ganhar um carro ou que suas fotos estão na Internet”, completa.


Caso tenha caído em alguma armadilha digital, você pode ir a uma delegacia e relatar o fato ocorrido. Se alguém realizou compras com seu cartão de crédito via web, entre imediatamente em contato com a operadora e explique o que aconteceu.

Por Cínthya Dávila (MBPress)

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