Recém-casados: casa própria ou aluguel?

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O consultor financeiro Gustavo Cerbasi - conhecido pelo best-seller "Casais Inteligentes Enriquecem Juntos", que bateu mais de 1 milhão de vendas - afirma que os recém-casados devem se importar mais com gastos momentâneos, do que com a casa própria.

Antes que você ache que Cerbasi ficou louco, entenda: em entrevista para a revista "Época Negócios", o consultor recomendou que os casais que acabaram de juntas as escovas se preocupem em gastos fixos para o futuro. Como exemplo, recomendou que os pombinhos chegassem aos 40 anos para conseguir o telhado próprio por meio do Fundo de Garantida do Tempo por Serviço (FGTS).

A ideia é morar em casas alugadas, sempre de olho em gastos menores do que o orçamento permite. Um exemplo é trocar aquele carrão de R$ 60 mil por um mais barato de R$ 40 mil. A intenção é se precaver e utilizar uma renda maior para aquisições que serão em longo prazo - como a casa própria, que pode esperar, enquanto o casal investe mensalmente em um aluguel encaixável ao orçamento.

O objetivo é fugir dos parcelamentos quilométricos, normalmente feitos durante o início da relação. Alguns imóveis duram até 32 anos ou mais! Para se ter uma noção, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) mostrou em estudo que os brasileiros pagam 12% a mais nas casas próprias!

Em entrevista, Cerbasi comentou também sobre a cultura brasileira pela casa própria. Por exemplo, a Secretaria de Assuntos Estratégicos mostra, por meio da Data Popular, que 7,9 milhões de famílias no Brasil querem comprar uma casa própria.

O consultor explicou que a maioria dos brasileiros quer ter sua casa, por uma herança cultural, onde o país migrou de situação rural para urbana, valorizando casas e cidades. Atualmente, a situação da economia de imóveis não é a mesma e por isso os preços crescem tanto.

Por isso, o expert no assunto recomenda guardar o dindim para uma viagem romântica, um jantar, entre outros gastos que são a médio e curto prazo, mas que trarão a garantia de que serão bem usados.


Por Caroline Sarmento

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