Quem é próspero financeiramente passa ao largo das crises

Você sabe o que significa prosperar?

 

Prosperidade financeira

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Prosperidade, prosperar vem da origem latina e expressa ser “ditoso”, “talentoso”, “afortunado” e “esperançoso”. Se analisarmos bem, é um estado de ser – e todo estado é possível de ser aprendido e tornado natural. Partindo deste princípio, toda criança nasce próspera, com seu talento único (expresso pela alegria, pelo sorriso e pelo empenho que demonstra para querer andar, pegar, conhecer o mundo que a cerca) e originariamente plena de esperança, sempre esperando o melhor. Tem a conotação de riqueza enquanto “afortunada”, mas não é algo estático.


A partir desta definição podemos entender o quanto ser próspero importa para uma vida capaz de passar ao largo das dificuldades, e até transformar as mesmas em oportunidades. Muita gente próspera existe e com certeza você já ouviu histórias de gente com poucos recursos que empenhou o trabalho numa ideia e enriqueceu; ou ainda daqueles que outrora ricos perderam tudo, e deram a volta por cima voltando a conquistar tudo ou ainda mais do que possuíam. Esta energia, esta vontade e determinação compõem a prosperidade – 

que aqui será tratada mais como algo financeiro, já que este é o ponto da nossa conversa. No entanto, prosperidade vai além de dinheiro, de finanças – é o estado de ser pleno.

De modo prático, ser próspero implica em resgatar esta essência da criança que não desiste enquanto não conseguir engatinhar e andar: cai quantas vezes forem necessárias até encontrar o ponto de equilíbrio, e chegando neste ponto pode até cair novamente, mas rapidamente saberá se levantar, não importa se o terreno é liso, áspero, molhado ou seco. Se cai na rua ou em casa, consegue com seu próprio esforço se levantar e continuar a caminhada. Nesta fase, a queda é esperada, e a criança não se envergonha disso – ela não fica pensando “ah, nunca mais vou pagar este mico, que vergonha dos outros e das críticas!” – ela anda, corre, brinca e sorri. Se cair nas brincadeiras, levanta novamente.

O cair e levantar nos diferentes cenários da vida equivale às crises que acontecem nos mais diversos países, cenários e ambientes. Num passado distante muitos dos brasileiros atuais tiveram em seus ancestrais gente

que fugiu de guerras, da fome e das dificuldades emigrando para uma nova terra. Quase todos chegaram com poucos, ou nenhum recurso, confiantes em sua capacidade de “fazer a América”, vindos dos mais distantes países, de línguas estranhas e costumes idem. Estas pessoas fizeram tal qual as crianças: caíram tentando andar numa terra diferente, com desafios desconhecidos, aprenderam a se equilibrar e aos poucos criaram estruturas que as proporcionaram um crescimento em segurança.

Estas estruturas internas não impediram que outras crises acontecessem, mas em diversos casos criaram a condição de inovação que as fez passar pela dificuldade até conseguindo ganhar mais mercados: quantas pessoas aprenderam reciclagem de lixo justamente por estarem num momento difícil e com parcos recursos, sendo que dali descobriram oportunidades de negócios que deram origem ao que tanto se fala em sustentabilidade? Quantas pessoas despertaram seus dons de produção que não imaginavam ser rentáveis auxiliando outras pessoas e faturando com isso, como fizeram diversos imigrantes no segmento têxtil brasileiro? Isso só aconteceu porque a crítica e a opinião dos outros foi deixada de lado, trocada pela vontade e determinação de realizar melhoria por si, pelo trabalho e com humildade. A partir disso, premissa número um para prosperar: humildade já.

A pessoa tem um curso superior e uma formação primorosa, mas não consegue emprego, culpa a crise, as dificuldades... e não aceita uma oportunidade que é fora da área de origem, que é algo desconhecido, porque não quer sair da zona de conforto. Daí culpa os cenários: o governo, o mundo, a globalização, a religião, os antepassados... não faltam culpados para quem resiste, escorado num escondido, bem escondido, sentimento de menos valia.

A premissa número dois vem exatamente desta questão de como se sentir: é preciso gostar de si, dar valor a si, pois cada um é a pessoa mais importante do universo. Gostar de si significa perceber o próprio valor e trazer para o consciente: ok se sua formação é médica, mas como refugiado veio para o Brasil e não pode atuar na área por legislação. O que a pessoa faz? Pega o primeiro trabalho  que conseguir, junta condições financeiras para bancar seu custo de vida, começa a poupar e paralelamente se informa sobre como validar o

diploma, como conseguir provar em terras estrangeiras sua capacidade, estuda para provas, faz os procedimentos e consegue fazer o que sabe. Muitos refugiados europeus estão no Brasil nestas condições, deixando de lado suas formações mas sabendo que são CAPAZES pois acreditam em si, sabem que querer é poder, e fazem isso acontecer enquanto limpam casas, faxinam, atuam em áreas bem diferentes do que faziam, e com a maior satisfação realizam o trabalho de valor que é limpar e cuidar dos ambientes.

A premissa número três é persistir, lembrar do que se deseja todos os dias. Pensar em como teria sido se... não vai trazer prosperidade, mas seguramente traz raiva e outros sentimentos limitadores que não combinam

MESMO com a prosperidade. Olhar para trás andando para a frente não dá certo; muita gente não persiste porque perde tempo pensando em como teria sido se... e se afunda em angústia; a realização próspera pede persistência, vontade e determinação. Caiu, levanta. É como a criança, que um dia fica em pé alguns minutos, grava a sensação e em pouco tempo torna-se confiante em tudo o que realiza. A premissa número quatro é a realização – tirar da cabeça e colocar na rua, no mundo.

Embora exista crise sempre existirá gente querendo comer, beber, vestir, trabalhar, aprender, ter lazer e satisfação. Será que o que você faz agora seja algo pouco procurado e portanto deve ser deixado um pouco de lado e, no lugar, buscar algo que as pessoas queiram e precisem? Uma amiga demitida de uma grande empresa industrial percebeu que outras amigas tinham dificuldade em organizar a própria vida, as compras e o cotidiano. Ela se armou de coragem (era tímida) e começou a oferecer seu trabalho de anos como secretária para organizar o lar, o escritório e dia a dia das pessoas, em troca de um valor acessível. Começou assim a ser uma personal organizer, ou organizadora pessoal, capaz de elaborar cardápios de supermercado para facilitar compras, acondicionar os alimentos, estabelecer um padrão para arrumar roupas – e com isso criar uma nova oportunidade profissional de sucesso. A premissa número cinco é ser surdo às críticas e opiniões de quem não ajuda.

Minha amiga citada acima ouviu de muita gente que “ninguém iria pagar por este trabalho porque ninguém tem dinheiro”. Ela analisou que ao menos o risco de propor o trabalho novo era algo que ela iria correr – e fez cartões, comentou com amigos e colegas, que a indicaram para outros possíveis clientes, fez um blog gratuito na internet e após um certo tempo começaram a vir interessados, que se tornaram clientes e a indicaram a outros mais. Todos pagaram. Se ela ouvisse a crítica e pensasse como quem não ajuda, estaria lastimando o desemprego – e sem dinheiro no bolso.

Ser próspero implica em coragem, principalmente  para você se erguer em pé como a criança que destemida vai sem medo do que irá encontrar no caminho. Vai que a crise existente, ou que existirá ou existiu seja apenas o motor para você conhecer a rota próspera financeira que te espera para abrir um caminho de felicidade, realização e vontade. Pense nisso!

Suyen Miranda é publicitária e consultora de finanças pessoais, atuando no Brasil, Mercosul, Portugal e Angola. Já foi consumidora compulsiva voraz e tornou-se poupadora e empreendedora, e acredita que toda mulher pode e deve ser autônoma e independente financeiramente. Contato: suyen@suyenmiranda.com.br

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