Previdência privada para mulheres

Previdência privada para mulheres

As mulheres têm sua renda própria, são organizadas, competitivas. Muitas vezes garantem o sustento da família (em 35% dos lares, segundo o IBGE) ou, pelo menos, são parte significativa do orçamento doméstico, que deixou de ser todo provido pelo homem. Além disso, há uma massa gigante de profissionais bem sucedidas, solteiras, que também representam parte importante da população economicamente ativa - e lucrativa - do país.

Não bastassem elas estarem colaborando efetivamente com o presente, elas também pensam no futuro. Segundo dados da Federação Nacional da Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), o interesse feminino em planejar o futuro cresce a cada ano. Hoje, 44% dos 13 milhões de planos de previdência privada ativos no país são de mulheres. Em 2000, dos cerca de 5 milhões de planos, apenas 35% eram do público feminino.

"A participação das mulheres em nossos planos de previdência vem crescendo a cada ano. Em 2006 42% e, em 2009, 44%", confirma Cristina Vieira, gerente de Vida e Previdência da Porto Seguro. Para você entender, na previdência privada - assim como na social - você contribui durante determinado período, acumulando recursos para a aposentadoria e, de acordo com o regulamento do plano contratado, pode revertê-los em rendas vitalícia, temporária ou outras modalidades.


A consolidação econômica feminina é uma das razões que tende a impulsionar a participação delas no mercado de previdência complementar. "A crescente independência econômica e maior participação das mulheres no mercado de trabalho faz com que elas se tornem mais conscientes e preocupadas em garantir sua segurança financeira no futuro", diz Cristina. Segundo ela, as mulheres estão mudando seus hábitos, gastando menos com alguns itens e se preocupando com outros. "Elas estão mais preocupadas com o planejamento financeiro como um todo, buscando equilibrar suas contas e garantindo reservas para imprevistos e para o futuro".

Por Sabrina Passos (MBPress)

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