Previdência privada para crianças - que tal?

Previdência privada para crianças  que tal

De geração em geração, garantir o futuro financeiro dos filhos sempre foi uma preocupação dos papais e mamães. Afinal, uma boa reserva em dinheiro aliada à formação educacional serão, sem dúvida, diferenciais de peso lá na frente. Pois é pensando desta forma que muita gente resolve, logo que as crianças nascem, contratar um plano de previdência privada em nome dos pequenos. Especialistas dizem que a opção é boa, mas é preciso estar atento às taxas de administração! Veja só como funciona.

A previdência privada é uma aposentadoria que não está ligada ao sistema do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Por meio dela, é possível escolher o valor da contribuição e a periodicidade que será feita. Uma das vantagens é que o valor investido pode ser resgatado pela pessoa se ela desistir. Existem dois tipos de planos de previdência privada: o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL).

Segundo o educador financeiro Erasmo Vieira, esta pode mesmo ser uma boa alternativa de investimento para as crianças. E quanto antes começar, melhor! Ele dá um exemplo.

"Fiz uma simulação no site de uma grande empresa de previdência privada. Uma criança que nasceu dia 1° de outubro de 2010 e vai investir R$ 100 por mês até os 21 anos terá em 2031, com taxa de juros de 8% ao ano, aproximadamente R$ 51.800. Se você guardar o dinheiro debaixo do colchão, sem juros, o total serão 252 meses X R$ 100, o que equivale a R$ 25.200. Com juros o valor dobra. Por isto é importante começar cedo".

Erasmo Vieira alerta: pagar uma previdência é deixar alguém administrar o dinheiro, e as administradoras cobram para isto. "Assim, é preciso fazer uma boa avaliação e ter controle daquilo que está sendo cobrado".

As empresas de previdência privada costumam cobrar três tipos de taxas dos participantes: carregamento (sobre cada contribuição), gestão (anual) e saída (no momento do resgate).

Todo setor de previdência privada é fiscalizado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão do governo federal (www.susep.gov.br).

Educação Financeira

Mas veja só a recomendação do consultor!


"Recomendo sempre que o filho não saiba o investimento que a família faz para ele. É melhor ele ter uma surpresa no futuro. Exemplo: você faz uma reserva para o seu filho pensando no valor da faculdade. Ele passa em uma faculdade pública e você pode dar um carro de presente para ele. Fale que começou a investir quando ele nasceu e com um pequeno valor você consegue um grande montante no futuro. A reserva pode ser usada para um intercâmbio no exterior ou a compra de um imóvel. É importante ensinar para o filho a importância do planejamento financeiro a longo prazo".

Por Adriana Cocco

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