Poupança ou Fundo de Renda Fixa?

Poupança ou Fundo de Renda Fixa

Para jogar xadrez é necessário ter paciência, esperteza e estratégia. Saber a hora de fazer uma jogada ousada e o momento de recuar para proteger uma posição ameaçada. Em tempos de crise, a lógica do xadrez funciona para a vida real e é preciso saber onde investir aquele pouco que se conseguiu economizar. Já que o “porquinho” não faz o dinheiro render, boas opções são os fundos de renda fixa e, acredite, a poupança.

“Para quantias pequenas, é praticamente indiferente aplicar em poupança, com taxa de rendimento de 0,5% ao mês. Nos fundos a rentabilidade é geralmente maior, mas devem ser deduzidas as taxas de administração, o IOF e o Imposto de Renda”, explica Vera Martins da Silva, conselheira do Conselho Regional de Economia de São Paulo.

Após 30 dias da aplicação, não há mais IOF e aí a poupança e os fundos se tornam muito parecidos, com a vantagem de liquidez diária sem perda de rendimento.

Mesmo quantias pequenas podem servir de capital inicial para investimento. Mas é preciso estar atento às taxas (IOF e Imposto de Renda) e do risco de cada aplicação - para não cair em uma cilada. “Para pequenas quantias e para quem vai precisar usar esses recursos em algum momento em um futuro próximo, recomendo Poupança ou Fundo de Investimento DI (Depósito Interfinanceiro)”, afirma. A especialista tem preferência pelos fundos em DI pela estabilidade que esse tipo de aplicação oferece em relação aos fundos de renda fixa.

Segundo a conselheira, antes de aplicar em qualquer fundo, é importante o cliente verificar qual deles em seu banco tem a menor taxa de administração e contar com a liquidez diária a partir do 31º dia. “Altas taxas de administração “comem” o rendimento dos fundos”. “Procure saber o valor dessas taxas e o rendimento acumulado dos fundos em 12 meses, comparando-os com a poupança. Lembre do Imposto de Renda que incide sobre o rendimento dos fundos e acompanhe as informações distribuídas por seu banco”.


Para quantias até R$ 1.000,00 é preciso verificar rentabilidade do fundo no passado e compará-lo com a poupança. Após o 31º dia, é possível sacar do fundo sem pagar IOF e sem perda de rentabilidade independente do dia do resgate. Na poupança, deve-se sacar na data do aniversário para não perder rendimento.

Em suma, é importante que o cliente tenha um bom relacionamento com seu banco e peça explicação ao gerente quando não souber o que fazer com o dinheiro. Se não sentir segurança, peça conselhos a um contador e tente acompanhar o que acontece no mercado financeiro. Não dê passos em falso, confie na sua estratégia e de um xeque mate na crise financeira.

Por Cínthya Dávila (MBPress)

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