O poder de consumo do público gay

O poder de consumo do público gay

O poder de consumo do público gay está em crescimento. Com esse mercado ascendente, mais empresas buscam investir no setor e contratam serviços especializados, como os da “Bureau de Negócios GLS”.

Desde 1998, a empresa é especializada em oferecer consultoria de mercado e treinamento para empresas privadas e órgãos do governo que tenham interesse no público GLS.

De acordo com informações do Bureau, o mercado gay é responsável pela movimentação de grandes quantias. Um levantamento feito pela Witeck-Combs, divulgado no site Gay Brasil, aponta que o mercado GLS norte-americano tinha o poder aquisitivo de US$ 660 bilhões em 2007 e chegará aos US$ 835 bilhões em 2011.

Segundo o site Gay Brasil, no Brasil, os consumidores gays são representados por 9,2 milhões de pessoas, isso quando se conta apenas os homossexuais economicamente ativos, que gastam cerca de 100 bilhões de dólares anuais, juntos.

Franco Reinaudo, presidente da Associação Brasileira de Turismo GLS (ABRAT GLS), afirma que o poder de consumo do público gay é resultado de uma série de características. “Um dos fatores principais é que os casais homossexuais não têm filhos, então, os gastos que teriam com fraldas e escolas são revertidos para cultura, lazer e turismo. Seria o mesmo perfil de um casal heterossexual sem filhos”, afirma Franco, que garante que os turistas gays gastam 30% a mais que os heterossexuais, facilitando o crescimento desse “poder de consumo”.

“Nos países desenvolvidos já é uma questão natural. Aqui no Brasil, a gente ainda tem gestões nas empresas palpadas com questões formais. O segmento representa mais de cem milhões de dólares de poder de compra. Complicado você imaginar que alguém não olhe esse segmento como negócio. É quase burrice”, se diverte Reinaudo.

O presidente da Associação conta também que o trabalho para investir no público gay ainda é tímido, mas muitas empresas têm realizado bons projetos. “É de dentro para fora, tem algumas empresas que dentro do ambiente de trabalho já têm políticas de inclusão dessa minoria sexual, como a IBM, Banco do Brasil, Microsoft e a própria Caixa Econômica Federal, que já investe em publicidade para o segmento, patrocinando a Parada Gay de São Paulo e desenvolvendo alguns produtos e serviços”, diz.

Apesar de pequeno, o trabalho já consegue gerar alguns resultados. O preconceito diminui aos poucos e as empresas percebem a importância de acreditar neste público.

Fonte - MBPRess

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