O peso dos impostos

Supermercados

A cada visita no supermercado, a gente leva um susto na hora de ver os preços nas prateleiras. Não é para menos. Segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), os impostos dos alimentos giram em torno de 22,5% do valor.

Imagine por exemplo, o custo do quilo do mignon, corte de carne bovina. Em média, o valor é de R$ 25 nas grandes cidades. 17% do preço são de impostos! Sendo assim você acaba pagando cerca de R$ 4,50 só de tributos. Ainda é pouco em relação aos ovos de galinha e aos biscoitos, 20% e 37% respectivamente. Em São Paulo, os campeões da lista são o amaciante e o álcool, com 43%.

Os tributos de vários produtos e serviços você encontra em vários sites, como, o Feirão do Imposto, uma iniciativa da Associação Comercial de São Paulo, Facesp e Conaje.

Conforme o IBPT, para cada alimento são no mínimo seis impostos, entre eles, PIS, Cofins, ICMS, IPI, contribuição previdenciária, imposto de renda e contribuição social sobre o lucro.

Pois é os números não são lá muito animadores. Para se ter uma idéia, em 2008, os brasileiros terão que trabalhar durante quatro meses e 28 dias só para pagar os tributos exigidos pelos governos federal, estadual e municipal, conforme o IBPT.

E o impostômetro não pára de crescer. Parece que a antiga CPMF poderá voltar. Batizada de Contribuição Social para a Saúde (CSS), ela estará vinculada a Emenda 29, que define o percentual mínimo de investimentos que a União, estados e municípios são obrigados a investir em Saúde.

Atualmente, o governo federal gasta R$ 48 bilhões no setor, o que corresponde a cerca de 7% da receita. Se for aprovada, a regulamentação da EC 29 representará um aumento de R$ 23 bilhões para a Saúde até 2011. O projeto necessita de maioria absoluta (257 votos) para ser aprovada na Câmara.

Fonte -

Feirão do ImpostoInstituto Brasileiro de Planejamento Tributário

Por Juliana Lopes

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