O jeito como você trata o dinheiro é como trata a si mesma

Deixar seus valores espalhados como o dinheiro amassado no bolso, ou jogado no meio de papéis equivale aos seus talentos espalhados sem uso!
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Vamos ver como está o carinho com você respondendo três perguntinhas:

1. Quanto dinheiro você tem atualmente?

2. O dinheiro está organizado corretamente, ficando na carteira, ou está espalhado por tudo quanto é canto, no meio da bagunça?

3. Você sabe quanto custa a sua produção, o seu trabalho?

Se responder de bate pronto as três perguntas com “sim”, excelente! Sinal que você se respeita, não aceita qualquer coisa e dá valor a tudo o que faz. 

A nossa relação com o dinheiro anda de mãos dadas com a nossa relação pessoal, a nossa estima. Dinheiro é uma energia que flui da mesma maneira que é a nossa energia pessoal: se fluida, se contínua, sempre está circulando dentro de um sistema organizado e capaz de se manter assim. Quando falo em organizado, cito o detalhe simples para entendimento: você gosta de rotinas? De situações controladas? Pronto! Você gosta da vida organizada. Importante: rotina não quer dizer marasmo, mas sim a vida circulando de forma harmoniosa, dentro daquilo que você determinou ser o melhor para si.


Quando acontece de termos uma ou mais respostas negativas, temos leituras interessantes para notarmos e buscarmos mudança. A primeira pergunta diz respeito a como você administra e valoriza o que tem. Mesmo pessoas muito ricas, que não precisam se preocupar com dinheiro, sabem o quanto tem, podem estimar seu patrimônio. Pessoas com menos recursos também o fazem quando o valorizam, pois valorizam a si. Não saber quanto se tem de dinheiro significa não saber o que se tem de valor para si. Negligenciar dinheiro é negligenciar a si, aos gostos pessoais; há quem diga que “não se preocupa com dinheiro”, pois “dinheiro é algo menor, não é o que traz felicidade”. Sinto dizer, mas estes pensamentos são muito comuns em quem não tem dinheiro e, por conseguinte, não está feliz consigo e com a vida que leva.

A segunda pergunta vem ao encontro de como está sua relação com o valor pessoal. Deixar seus valores espalhados como o dinheiro amassado no bolso, ou jogado no meio de papéis equivale aos seus talentos espalhados sem uso; é aquele diploma do curso que está escondido em algum lugar, ou ainda o conhecimento que você tem sobre um determinado assunto que, se fosse usado, traria muito mais resultados na sua vida. Ah, antes de dizer que não encontrou oportunidade para usar, pense bem, pois aqui está uma grande crença limitante: que um dia alguém irá descobrir este talento. Lembra-se da história da Cinderela? Ela precisou ir ao baile para ser descoberta e mostrar que era talentosa. Ninguém virá invadir sua privacidade para dar a chance do seu talento se manifestar, pense nisso.

A terceira pergunta é delicada, porém importantíssima: com certeza você produz um valor que é bem menor do que mereceria pelo seu trabalho – e isso é comum em quase todas as pessoas. No entanto, saber quanto custa a sua produção, o seu trabalho torna-se ponto de partida para fazer mais com menos. Quem não sabe exatamente quanto é o salário, ou que não calcula quanto recebe “para não ficar deprimida” na verdade foge desta informação. Saber o quanto se faz mensalmente, anualmente é como saber quais talentos você tem, o que é que você faz bem. Quem sabe o quanto faz conhece a si mesma, e bem. Muitas de nós não buscam este autoconhecimento - saber exatamente o que se quer, quem é e o que é a grande missão pessoal de vida neste planeta.

A educação que muitas de nós recebemos privilegiou falar de dinheiro aos homens, e não às mulheres – que foram sim educadas para ter uma carreira, mas antes disso ter alguém que as cuidasse e inclusive bancasse financeiramente. O desenho da princesa que aguarda o príncipe para ser descoberta e ser feliz existe neste imaginário, e embora tenha um lado muito bonito numa relação romântica, para muitas mulheres tornou-se um modelo de vida onde coisas dinâmicas e energéticas como o dinheiro deixam de ser relevantes, em detrimento de uma postura pueril e mesmo etérea no que diz respeito a valor, a dinheiro e a prosperidade.

Comece a mudar isso de forma objetiva: se não tiver uma carteira, faça uma para que seja o local onde seu dinheiro deve estar armazenado. Tire uma tarde para fazer seu orçamento, e saber onde o seu dinheiro está sendo gasto (ou desperdiçado), o quanto entra mensalmente e anualmente na sua vida. Valorize o dinheiro que você FAZ pelo seu trabalho, pelo seu talento, pelo que herdou, não importa a fonte. A valorização pessoal cresce muito a partir de uma postura próspera, valorosa, de mérito seu por ser única, exclusiva e capaz de ser feliz em todos os segmentos de vida – esqueça a história de “feliz no dinheiro, infeliz no amor”, porque dá para ter tudo, afinal, você MERECE!

Suyen Miranda é publicitária e consultora de finanças pessoais, atuando no Brasil, Mercosul, Portugal e Angola. Já foi consumidora compulsiva voraz e tornou-se poupadora e empreendedora, e acredita que toda mulher pode e deve ser autônoma e independente financeiramente. Contato: suyen@suyenmiranda.com.br

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