O dinheiro não tem culpa de nada, juro!

Se você é uma das pessoas que coloca toda a responsabilidade dos problemas no dinheiro, desde a criminalidade até a fome no mundo, esta dica é para você!
dinheiro culpa bênção

Istock/© maurusone

Sim, é tanta gente atribuindo ao dinheiro a raiz de todo o mal, desde a família, a religião – porque pobre vai para o paraíso e os ricos, bem… Esta crença antiga do dinheiro ser a forma material do mal, da crueldade e distância de valores divinos é impressionantemente forte na nossa cultura brasileira. 

Mesmo atualmente permaneço ouvindo gente dizer que dinheiro é tentação mundana e coisa do capeta! Impressionante como, apesar do altíssimo valor de informação que corre seja pela internet ou pelo cotidiano social, existe na cultura de muitas pessoas – e ressalto que no Brasil há uma certa concentração – que a raiz do mal é dinheiro.

Nada a ver. Falar que dinheiro é fonte de culpa é a mesma coisa que dizer que revólver é o responsável pelas mortes no mundo, ou que os carros são assassinos. Pensar que tudo parte do dinheiro é um pensamento reativo, pobre e extremamente limitador. Vamos analisar: será que um objeto tem poder para alterar pessoas, ou será que as pessoas ATRIBUEM ao objeto valores que, na verdade, só existem porque as pessoas atribuíram isso a ele?

Dinheiro a rodo no meio da floresta de nada adianta: melhor seria ter um mapa, um GPS e um kit para sobrevivência. Comparo que, estar numa canoa sem remos no meio do rio Amazonas é algo que o dinheiro não vai resolver – neste caso, remos são fundamentais, e toca improvisar com cipós, galhos de árvore algum tipo de objeto capaz de mover a água e assim alinhar a canoa numa direção segura.

Nós usamos o dinheiro como moeda de valor, que substitui a antiga troca que, em muitos casos, acabaria sendo injusta: há itens que você, eu e qualquer um iria se interessar em trocar imediatamente, mas outros itens nunca fariam parte do meu rol de interesses – daí que a troca acabou sendo gradualmente substituída por um sistema de valor, fazendo assim surgir o dinheiro, moedas, notas. Veio com o tempo a sofisticação do sistema, com os cartões de crédito e débito, transferências online, bitcoins… mas continuou sendo o bom e velho dinheiro.

O que você faz com o dinheiro mostra muito como sua relação com ele caminha… será que estão “de boa”, ou no meio de uma “DR”, a clássica discussão de relação tipo a que você tem com o seu amor? Um exercício que proponho para você é imaginar que o dinheiro é um ser, uma pessoa. Como é essa pessoa? Simpática, agradável, ou rancorosa e punitiva?  Este exercício te ajuda a ver claramente como é que você percebe o valor do dinheiro na sua vida. Sugiro que, qualquer que seja a imagem que surja na sua mente, procure melhorá-la trazendo elementos agradáveis. Vai ser bom para você.

Concluo com uma frase feita para pensar: muita gente recebe o dinheiro e diz “que bênção”. Eu digo que sim, dinheiro é uma bênção porque é DIVINO. Seja grato pelo dinheiro, tendo ou não tendo. Comece a agradecer, comece uma relação positiva, seja amigo – até porque ele não é um senhor, um castigador; as pessoas é que o põem neste papel. E que divino seja o seu dinheiro, o meu dinheiro e todo o dinheiro do mundo, pois é criação de Deus, que criou tudo, tudinho não é mesmo? 

Suyen Miranda é publicitária e consultora de finanças pessoais, atuando no Brasil, Mercosul, Portugal e Angola. Já foi consumidora compulsiva voraz e tornou-se poupadora e empreendedora, e acredita que toda mulher pode e deve ser autônoma e independente financeiramente. Contato: suyen@suyenmiranda.com.br

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