Nichos de mercado ganham espaço nas compras coletivas

Nova moda sites de compras coletivas ganham espaço

Mais que uma febre entre consumidores, os sites de compras coletivas também ganharam o coração das empresas, que viram no nicho uma ótima oportunidade de divulgar seus serviços.

Dá só uma olhada em alguns sites que já surgiram por aí:

QPechincha: atua nas grandes cidades do Sul e Sudeste e em algumas do Nordeste.Imperdível: para consumidores de várias cidades.Save Me: as preguiçosas não têm mais desculpa - o Saveme.com reúne as principais ofertas de diversos sites.Beleza Fina: esse é especial para nós: as ofertas são de beleza e afins.Clube de Motéis: para aquelas que curtem sair da mesmice do quarto de casa, conhecer novos ninhos de amor pagando bem menos é um bom negócio. Disponível apenas em algumas cidades, incluindo Recife, São Paulo e Curitiba.Companhia das Mães: primeiro serviço de compras coletivas voltado para mães, pais e crianças, com descontos entre 40% a 80% em diversos serviços interessantes para a família.

Por que com esses sites todo mundo sai ganhando?

O internauta

Ao entrar em qualquer um desses sites, é difícil conter o mouse e não sair adquirindo diversas ofertas, pois elas são realmente tentadoras. Há um motivo: segundo Leticia Leite, diretora do Peixe Urbano (o pioneiro entre esses sites no Brasil), o desconto mínimo que uma empresa pode oferecer é de 50%.

"Para o consumidor, é uma maneira de conhecer novos lugares e os melhores estabelecimentos, já que os descontos são muito grandes e servem como incentivo para os consumidores conhecerem lugares, produtos e serviços novos", explica Leticia.

Claro que, com tanta coisa bacana, até nos esquecemos de possíveis furadas. Para uma compra segura, é importante que o consumidor leia o regulamento da oferta, atente-se ao seu prazo de validade, restrições de uso e outros detalhes.

A diretora também aconselha que o internauta preste atenção se, no rodapé da página, existe um ícone de cadeadinho, que indica que o navegador está trabalhando em modo seguro (sem que nenhum cracker consiga ter acesso aos seus dados). Conferir se amigos já fizeram compras nesse site e tirar dúvidas diretamente com a empresa que fornece o serviço a ser adquirido também pode livrar o comprador de cair em roubada.

Outro item a ser desmistificado é o número mínimo de compradores para que uma oferta seja validada. Mas Leticia pondera: são raros os casos em que a compra é cancelada por falta de interessados. "Colocamos um número mínimo de cupons para ativar a oferta, que varia de dez a trinta, uma quantidade muito baixa comparada ao volume que costumamos vender. O propósito é incentivar o marketing viral, para [o internauta] compartilhar a oferta com os amigos", esclarece.

"Caso não cheguemos nesse número, nenhuma compra é concluída e a pessoa recebe o valor de volta no cartão, ou seja, reembolso total", conta Leticia.

O prestador de serviços

A empresa interessada em anunciar em um desses sites não precisa desembolsar nada: basta oferecer um serviço com, no mínimo, 50% de desconto. Segundo a diretora, o objetivo é fidelizar clientes: "É um investimento que ela está fazendo com o próprio produto, atrelado ao resultado obtido. Ela investe em cada consumidor" - e lista as vantagens das empresas que apostam nesse tipo de marketing: "Divulgação, porque ela consegue uma grande visibilidade em poucas horas. Além disso, ela tem a garantia de conseguir conquistar um alto volume de novos clientes que vão até ela, assim ela terá oportunidade de manter esse cliente".

Já o site, que tem em mulheres suas mais fiéis compradoras, lucra com uma porcentagem sobre a oferta do prestador de serviços. E não pense que os clubes de desconto podem ameaçar os negócios, já que, como explica Leticia, os focos são diferentes - enquanto os sites de compra coletiva oferecem serviços, os clubes de desconto oferecem produtos.


Por Ana Paula de Araujo (MBPress)

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