Não deixe a crise afetar o seu bolso!

Não deixe a crise afetar o seu bolso

Quem pensa que a crise econômica anunciada pelos jornais limita-se ao interior das bolsas de valores mundo afora está redondamente enganado. Sim, muito em breve os reflexos da confusão devem chegar ao seu bolso. Por isso, para não se ver atolada em dívidas e sem crédito no mercado, planejar os gastos, consumir de forma consciente e fugir das compras a prazo são medidas imediatas a serem adotadas.

Também não precisa entrar em pânico. Segundo o economista Ricardo Pereira, em curto prazo a inflação não deverá disparar e as empresas não sairão demitindo seus funcionários desenfreadamente. Mas, o momento é de cautela e poupar dinheiro é recomendável.

“Os produtos importados deverão ficar mais caros, devido ao provável aumento do dólar nas próximas semanas”, diz o economista. Quem já pensa nas compras de Natal, deve iniciar um bom planejamento. “Com um pouco de força de vontade é possível poupar e comprar sempre à vista e com desconto. Nesse momento de crise, fuja das compras a prazo. Abuse da criatividade para encontrar presentes mais em conta e significativos. Evitar o consumo desnecessário é a grande sacada do momento”.

Já o economista Humberto Veiga alerta para o uso do cartão de crédito e cheque especial. “Eles são como uma droga que causa dependência psicológica, com o agravante que o saldo devedor só faz crescer. Evitá-los é recomendável pois o aumento das taxas de juros faz com que a parcela mensal do seu salário que vai para o pagamento dessa despesa cresça. Se sua renda não aumentar, você terá que cortar alguma despesa para pagar os juros e, como isso não vai acontecer (você não vai cancelar a TV a cabo e nem a conta do celular, muito menos reduzir a conta do supermercado), a tendência é o agravamento da situação, com uma dívida que irá sair do controle”.

E quem tinha programado viajar neste fim de ano e estava com dinheiro

aplicado? O melhor é sacar? “Se a aplicação era em fundos DI, fundos de Renda Fixa, poupança, CDB, etc., ou seja, em renda fixa, não há porque sacar”, orienta Humberto Veiga.

Quanto ao seu emprego, fique atenta. A dúvida sobre a dimensão dos reflexos da crise no Brasil ainda não apontam conseqüências certeiras sobre o assunto. “As empresas deixarão de investir em novos projetos nos próximos meses porque terão dificuldades em se financiar”, diz o economista Ricardo Pereira. “Para 2009, o crescimento do país será menor podendo levar ao desemprego. Poupar é sempre a melhor solução, mas consumir de forma consciente não é nenhum pecado”.

Você tem dúvidas em relação aos reflexos da crise no seu bolso? Envie sua pergunta para cá!

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Por Adriana Cocco

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