Mulheres penhoram mais joias do que os homens

Mulheres penhoram mais joias do que os homens

Foto: divulgação

Uma das formas mais rápidas de se conseguir dinheiro é por meio da penhora de joias. A modalidade é bastante antiga e, segundo uma pesquisa feita pela Caixa Econômica Federal, tem atraído cada vez mais interessados. Só no primeiro trimestre de 2010, a linha de penhor realizou empréstimos que totalizaram R$ 1,42 bilhão. O valor equivale a 8,8% a mais do que em 2009.

A apuração foi realizada em todas as regiões do país e traçou o perfil de quem utiliza o serviço. O resultado revela que as mulheres são a maioria dos clientes (74%). Desse montante, 55% têm entre 35 e 50 anos e 51% possuem renda média mensal familiar entre cinco e 20 salários mínimos. Quanto à ocupação profissional, os clientes estão divididos em autônomo ou com negócio próprio (33%), funcionário dos setores público e privado (também 33%) e demais (34%). 70% dos entrevistados usam o penhor de joias para pagar dívidas pessoais e 78% do total já utilizou esse tipo de empréstimo mais de uma vez.

Outra revelação da pesquisa é que o micropenhor tem sido o tipo de operação mais procurada pelos clientes com baixa movimentação financeira. O aumento foi de 32,6%, saltando de R$ 250,3 milhões emprestados, em 2009, para R$ 331,3 milhões em 2010. "Um dos fatores que elevaram a procura por essa modalidade foi o aumento do valor disponibilizado pela instituição, que passou de R$ 1.000,00 para R$ 1.500,00", comenta o superintendente nacional de renda básica da Caixa Econômica Federal, Humberto José Teófilo Magalhães.

As diferenças entre o penhor e o micropenhor estão nos valores do empréstimo e na taxa de juros. Enquanto no penhor o valor varia de R$ 50,00 a R$ 50.000,00 por cliente, com taxas de R$ 2,03%, no micropenhor o valor máximo é de até R$ 1.500,00, com 1,7% de juros ao mês. A penhora não exige avaliação de risco do tomador do empréstimo. Ela, inclusive, oferece dinheiro ao cliente para regularizar alguma pendência cadastral.

Podem ser penhoradas joias, metais nobres, diamantes, pedras preciosas e pérolas cultivadas, além de canetas e relógios de grande valor. As peças são avaliadas por profissionais treinados. "O tempo de cada avaliação é variável, levando-se em consideração detalhes, marcas, grife, origem e raridade, entre outros quesitos. Em média, uma avaliação pode levar até 30 minutos", afirma Magalhães.

O valor emprestado é liberado imediatamente e corresponde a 85% do valor do bem apresentado. O prazo de pagamento é de 180 dias. Entretanto, o cliente tem as opções de amortizar parcial ou totalmente o empréstimo.

Em caso de inadimplência, a joia vai a leilão. Mas antes disso, Humberto ressalta que o cliente é notificado e são oferecidas alternativas para o pagamento da pendência. "Caso o valor da venda seja superior ao valor da dívida, a diferença é devolvida ao tomador", afirma. Em caso de roubo, a Caixa indeniza o dono do bem em 1,5 vez o valor da avaliação ou oferece a opção de substituir a garantia por outra, dentro das mesmas características.


O processo de concessão de penhor pode ser feito em uma das 460 agências da Caixa Econômica Federal que operam com penhor. Para saber os endereços, basta entrar no site www.caixa.gov.br. O interessado deve apresentar documento de identidade, CPF, comprovante de residência, além do próprio bem que será penhorado.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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