Mulheres alfabetizadas aumentam a renda em 25%

Mulheres alfabetizadas aumentam a renda em até 25

Mulheres adultas que aprendem a ler e escrever conseguem aumentar a sua renda em 17%. Na faixa entre 46 a 60 anos, esse número é ainda maior, 25%, conforme a pesquisa "Efeitos da alfabetização de adultos sobre salário e emprego", realizada pelo Centro de Microeconomia Aplicada da Escola de Economia da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

No caso dos homens, um adulto que se alfabetiza tem um aumento em torno de 10% em sua renda. Entre aqueles que são empregados formais - ou seja, com carteira assinada - o número passa para cerca de 15%.

"É importante notar que a formalização não possui impacto sobre o salário, o que sugere que os ganhos decorrentes da alfabetização ocorrem por causa do aumento de produtividade e não pelo fato de pessoas se formalizarem", destacam os pesquisadores Maúna Soares de Baldini Rocha e Vladimir Ponczek.

Conforme o diretor-geral da Unesco no Brasil, Vincent Defourny, existem atualmente no mundo 774 milhões de analfabetos, dos quais dois terços são mulheres. No Brasil, há 14,1 milhões de pessoas que não sabem ler e escrever, entre a população maior de 15 anos.

Por meio da pesquisa, Ponczek chegou a conclusão de que a diferença entre os ganhos obtidos por um homem e uma mulher está principalmente relacionada com o tipo de trabalho desenvolvido. "Uma possibilidade é que, em geral, os homens analfabetos trabalham em setores manuais, como na construção civil, onde o ganho com a alfabetização não será muito grande. No caso das mulheres, o aumento é maior porque, se ela trabalha como empregada doméstica, a capacidade de leitura será importante e a valorizará”, explica.

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Os dados mostram que ainda é necessário mais cursos de alfabetização oferecidos pelos órgãos governamentais. Dessa forma, quanto maior o número de pessoas alfabetizadas, o sistema social se torna mais igualitário e justo para todos. As pessoas recebem melhores salários e consomem mais, o que garante mais impostos ao governo. Pena que muita gente ainda não entendeu esse raciocínio.

Por Juliana Lopes

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