Mercado de segunda mão - oportunidade para uma graninha extra!

Mercado de segunda mão  oportunidade para uma gran

Às vezes, um dinheirinho extra pode vir de onde menos se imagina. Dê uma olhada nas gavetas, estantes ou até naquele baú cheio de quinquilharias. A gente não costuma dar muito valor para jóias, brinquedos, roupas e móveis antigos. Alguns deles são verdadeiras preciosidades nos mercados de segunda mão.

Quanto mais antigo melhor. Muita gente está interessada em modelos vintage. “No caso de jóias muito antigas, com design exclusivo, vale a pena porque ela não será modificada. Isso não acontece com as mais contemporâneas, que são valorizadas pelos materiais empregados, como ouro ou diamantes. Neste caso, quem vende ganha um pouco menos”, explica a designer de jóias Eliana Gola.

Quem tem mania de guardar brinquedos antigos também vale a pena reservar aqueles em bom estado para vender. Paulo Carvalho, proprietário de um antiquário há oito anos, afirma que eles estão em alta. “Muitos adultos gostam de fazer coleção ou mesmo querem um brinquedo que não tiveram oportunidade de comprar na infância”, esclarece.

Muitos ícones dos anos 80 estão entre os mais procurados. Playmobil, robôs, ferrorama, fliperama, comandos em ação e até coleções das bonecas Moranguinho. Para se ter uma idéia, apenas uma boneca dessa custa em média R$50. A quantia é sempre dividida igualmente entre o antiquário e o proprietário do brinquedo.

Segundo Carvalho, muita gente também vai atrás de jogos de louça com prata de lei. Peças alemãs e inglesas são bastante valorizadas. “Neste caso depende muito da época. Eu tenho jogos brasileiros do século 18 e 19 que são os mais caros. As pessoas também gostam de móveis dos anos 50 e 60, além das imagens sacras. Tenho um São José com 70 cm de altura do século 19 que custa seis mil reais”.

Roupas que estão jogadas no fundo do armário também podem virar dinheiro. Os brechós são um bom negócio porque geralmente o vendedor recebe apenas 10% do valor que o proprietário calcula pela peça. Geralmente quem vende as roupas se apaixona por outras disponíveis na loja. Uma ótima maneira de renovar o guarda-roupa!

Alguns lugares têm peças dos anos 70 e 80, de grifes internacionais. É o caso do brechó Eu amo, sempre aos domingos na feira de antiguidades no bairro da Gávea (RJ). E do Vítima do Vintage, localizado no bairro Ipanema, que reúne bolsas YSL, Gucci e Dior.

“Tenho uma boa variedade de marcas internacionais: Versace, Kenzo, Empório Armani, Chanel, além das bolsas Prada e Gucci, bastante procuradas. Os modelos vintage fazem muito sucesso. Para se ter uma idéia, nós conseguimos uma bolsa de couro francesa que custa R$800. É única, você não encontra mais no mercado”, ressalta Maria Alice Garcez, proprietária do brechó Passado Próximo.

Quem também comanda o brechó é a americana Nancy Hartstein que vira e mexe está nos states em busca de novidades. As sócias só aceitam roupas em bom estado que dificilmente precisam de conserto, os reparos são feitos em último caso. Elas sabem valorizar o que é bom e avaliam com detalhes as roupas e bijuterias. “Mas o colete do Clodovil não sai de jeito nenhum”, brinca Maria Alice.

Se a peça não seja vendida em menos de um mês, o preço pode ficar mais barato. “Um lenço Hermès já baixou de R$100 para R$35”. Neste caso é bom para quem compra, não é?

Por Juliana Lopes

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