Mercado de revistas para iPad expande no Brasil

Revistas para iPad

Foto/Reprodução Site Oficial Apple

Com o surgimento do iPad, tablet da Apple, alguns entusiastas anunciaram que livros e revistas físicos estavam com seus dias contados. Mas, se depender do mercado brasileiro, isso vai demorar um pouco. Isso porque, além do utensílio ter preço pouco acessível - a primeira geração custa a partir de R$ 1.399, já o iPad 2 pode chegar a R$ 2.300 -, o mercado de aplicativos para o tablet ainda é restrito em nosso país.

No entanto, segundo Bruno Tardin Badini, CEO da Vertigo, empresa de gerenciamento de Tecnologia da Informação, o mercado brasileiro de aplicativos está em expansão. "Vem crescendo no Brasil a demanda de empresas por aplicativos móveis que agreguem valor ao negócio, principalmente do setor de serviços", explica.

Segundo especialistas da Vertigo, com o barateamento da tecnologia ao longo do tempo, os tablets, como o iPad, estarão mais acessíveis e novas funcionalidades e aplicativos serão criados.

Seguindo a tendência, diversas publicações brasileiras já possuem sua versão para iPad, como as revistas "Veja" e "Época". Segundo o portal "FFW", a "Elle Brasil" foi a primeira revista brasileira a investir no gadget, seguida pela "Lola" e, mais tarde, a "MAG!".

Dos aplicativos para iPad, certamente, a revista "POST" se destaca. Ao contrário das publicações já citadas, ela não possui versão impressa, ou seja, é uma revista exclusiva para o tablet da Apple.

"A ‘POST’ tem o posicionamento mais voltado para os jovens e uma linguagem mais ‘geração Y’, diferente das revistas brasileiras. Além de existir apenas para iPad e não no meio físico", comenta Bruno.

A revista "POST", segundo os próprios criadores, "não é uma coisa. É uma ideia. Uma não-superfície cujas páginas se dissolvem e se refazem com seu toque. É material para a mente, os olhos e, às vezes, ouvidos. Um mundo inteiro apenas existindo dentro de um plano de vidro liso."

Se seus criadores não a convenceram só com esse discurso, alguns fatores podem fazê-la acreditar que revistas para iPad são legais. Além de serem eco-friendly, por não gastarem papel, contam com recursos que ultrapassam o plano da visão, já que, como um tablet, o iPad permite que se ouça o conteúdo.


Mas, por enquanto, fiquemos com nossas queridas revistas físicas. Além do impagável cheiro de folhas novas, tanto iPad quanto seus aplicativos ainda têm preços nada amigáveis - as revistas são cobradas em dólar, já que só podem ser compradas no iTunes. No caso da "Elle Brasil", a primeira edição é gratuita, mas as demais custam US$ 6.

Por Ana Paula de Araujo (MBPress)

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