Mercado de casamento - ótimos negócios!

Mercado de casamento  ótimos negócios

Foto: Poppy Berry/Corbis

Embora o casamento seja considerado algo ultrapassado por alguns, o sonho de encontrar uma pessoa especial para dividir o mesmo teto ainda é o objetivo de muitas mulheres contemporâneas. Seja no civil ou no religioso, o número de casais que se rendem ao casamento é crescente no Brasil. Em 2011, segundo dados da Abrafesta, foram gastos cerca de R$ 12 bilhões na realização desse evento. Neste ano, a estimativa é que houve um aumento de 15% nas despesas desse tipo de celebração.

É por este motivo que muitos investidores têm embarcado nesse mercado emergente. Um exemplo é Bruna Iannarelli, de 29 anos. Ela é administradora de empresa por formação, mas decidiu largar o emprego em uma grande empresa nacional para se dedicar ao ramo da fotografia.

Inicialmente, ela clicava apenas no meio corporativo, cobria eventos de empresas, fazia fotos de executivos, de produtos, etc. Mas, após receber alguns convites para fotografar eventos sociais de amigos e parentes, inclusive de clientes corporativos, Bruna decidiu mudar o foco de sua carreira. "Em princípio recusei, pois não dominava absolutamente nada da rotina de cerimonial e festa de casamento", conta.

Entretanto, enxergando uma nova possibilidade na profissão, Iannarelli buscou cursos, workshops e afins e logo começou a fotografar festas de alguns amigos. A primeira cerimônia que registrou foi em dezembro de 2009 por indicação de um colega cinegrafista. "Ganhei experiência e confiança assim. Não há nada na minha profissão que me deixe mais feliz e realizada do que fotografar casamento", relata.

A fotógrafa descreve que enfrentou muitas dificuldades no início da carreira. Algo que ainda é muito presente em seu dia a dia. "A fotografia é uma profissão que exige atualização constante e bons equipamentos para a gente ter melhor controle do fluxo digital. Isso demanda tempo e muito dinheiro que advêm de um preço justo para suportar a qualidade de todo o processo."

A rotina, segundo ela, é estressante, pois além dos eventos, existe a pós-produção que exige muito mais do profissional. "Ainda assim, não troco por nada! É algo que faço com prazer", comenta. "No começo eu não tinha uma carteira de clientes e, como a maioria dos iniciantes, trabalhei muito ‘de graça’ para fazer portfólio", afirma ela, revelando também os desafios que encontra por atuar na área são motivadores.

Pelo fato de a profissão não ser regulamentada, Iannarelli explica que atrapalha bastante na organização e desenvolvimento do segmento. "Prestamos serviços aos noivos e utilizamos espaços de terceiros (igrejas e bufês). Nesses locais ocorre a maior parte de nossos problemas, como restrições de entrada, pagamentos absurdos de taxas e até de cadastramentos, apesar de não utilizarmos mais a energia elétrica desses espaços."

"Gosto de acompanhar de perto. Dar dicas, passar segurança nos momentos difíceis. Isso é o que me fascina nesse ramo. E claro, entregar fotos maravilhosas após tudo isso, para guardarem para sempre aqueles momentos inesquecíveis", completa.

Para a fotógrafa, o mercado de casamentos é como uma caixinha de joias, onde se encontram desde bijuterias e semijoias até pedras preciosas. "Como em qualquer mercado, temos concorrência acirrada e muitas vezes desleal. A maioria do nosso público-alvo, até por uma questão cultural de não valorizar a arte, busca primeiro o preço, deixando de avaliar a importantíssima relação custo-benefício", opina.

Ela avalia que o profissional que deseja atuar nesse segmento precisa estudar muito, aprender os macetes da rotina profissional e investir em bons equipamentos. Sem pular as etapas básicas, que são fundamentais para um começo sólido. "Os noivos não querem apenas uma simples festa de casamento, eles procuram grandes produções. Esse público que busca um serviço diferenciado se dispõe a pagar o investimento alto, pois sabe que valerá à pena. Por isso o mercado está em crescimento", assegura.


Bruna Iannarelli garante que seu trabalho se diferencia dos demais, pois além do atendimento personalizado, cria serviços na hora de acordo com as necessidades dos noivos. "No momento atual, não deixar os serviços ou produtos 'engessados’ faz toda a diferença. O segredo é se adaptar às vontades e realidade dos noivos", conclui.

Por Stefane Braga (MBPress)

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