Maternidade muda hábitos de consumo de mulheres

Maternidade muda hábitos de consumo

A maternidade transforma a vida da mulher. Não só nos hábitos do cotidiano, mas também de saúde, trabalho e consumo. Pesquisas apontam que, ao se tornarem mães, elas passam a consumir produtos com outras prioridades.

Segundo um estudo realizado pelo BCG - Boston Consulting Group, 70% do consumo mundial provém de mulheres. Isso porque, entre elas, 77% se julgam chefes de família. No Brasil elas formam um grupo de mais de 18 milhões de pessoas. Mas nem todas as compras são de consumo pessoal. Essas mulheres são também esposas e mães, dessa forma acabam comprando artigos para os maridos e filhos.

O que está muito claro para os estudiosos de marketing é que as mulheres mudam a maneira de consumir, após se tornarem mães. "Muitas delas passam a priorizar as compras para os filhos, seja roupas, acessórios, quarto do bebê ...", afirma Álvaro Modernell, especialista em educação financeira.

Álvaro explica que não são apenas os gastos com mercadorias que mudam. "Até mesmo os locais de lazer se diferem, priorizando aqueles que oferecem mais conforto e atrativos para as crianças", conta o especialista. Outra mudança se dá na escolha de mantimentos, elas passam a adquirir alimentos mais saudáveis, passam a preocupar ainda mais com datas de validade e qualidade dos alimentos.

As mamães também se preocupam com o amanhã do planeta. "Certamente as mulheres ficam mais sensíveis, mais atentas e preocupadas com o futuro. Isso ajuda a criar maior identidade com as questões sócio-ambientais", afirma o especialista.

Os hábitos de consumo podem ser transmitidos de mães para filhos, por isso é importante ficar em alerta. Nos primeiros três anos as crianças ainda não entendem essas relações de compras e trocas, dessa forma acabam não interferindo nas escolhas dos adultos. A partir dos três ou quatro anos de idade, elas começam a pedir alguns itens. Exigir cores, materiais e até marcas.


"A mulher precisa equilibrar os gastos e os cuidados com os filhos e com ela mesma", garante Álvaro. Segundo o especialista, o que parece algo sem importância é fundamental para que a criança entenda que todos têm direitos e que existe limite para o consumo de todos.

Por Bianca de Souza (MBPress)

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