Lâmpada incandescente ou eletrônica?

Lâmpada incandescente ou eletrônica

Para as pessoas que sempre optaram pela lâmpada incandescente, porque tinham certeza que gerava mais economia, se enganaram. Atualmente, a lâmpada mais econômica é a eletrônica.

"A diferença de eficiência se dá pelo princípio de funcionamento. Na lâmpada incandescente é preciso aquecer o filamento interno para produzir luz, assim uma grande parte da potência consumida por ela é transformada em calor e não em luz. Tanto que se uma pessoa tocar numa lâmpada incandescente depois de alguns minutos de uso a pessoa poderá se queimar", diz Dino Lameira, técnico da Proteste, Associação Brasileira de Defesa do Consumidor.

"Já na lâmpada eletrônica, a luz é emitida pela excitação do gás interno. Este processo é provocado por descargas elétricas controladas, necessitando então de pouca potência para produzi-la", complementa.

Em termos de qualidade, Dino ressalta: "A eletrônica é melhor, gasta menos energia e dura mais do que a incandescente, uma economia que varia de 75% a 80%. Em nosso teste, teve uma economia de R$ 13,00 por ano em relação à lâmpada incandescente." Caso não haja uma mudança tecnológica que tornem as lâmpadas incandescentes mais eficientes, deverão sair do mercado em 2016, segundo a Portaria Interministerial MME/MCT/MDIC nº 1.007 - DOU de 06/01/2011.


Para o técnico, por mais que a eletrônica seja mais cara, ela continua sendo mais econômica. Porém, critica a depreciação do fluxo luminoso (radiação total emitida). "Ele é muito alto, sendo que, em alguns casos, são maiores do que 20%, com apenas dois anos de uso. Ou seja, o consumidor perde mais do que 20% de luminosidade de seu ambiente, com apenas 1/3 ou 1/4 da vida útil da lâmpada. Desse modo, o usuário pode sentir necessidade de trocar a lâmpada, muito antes da mesma não funcionar mais."

Por Caroline Belleze Silvi (MBPress)

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