Investir ou estudar?

Com a popularização do acesso à informação e o nítido crescimento da educação financeira no Brasil, muitos jovens vêm se entusiasmando com a possibilidade de construir fortunas contando com o pouco dinheiro e o grande prazo que têm pela frente em suas vidas.

Sou freqüentemente abordado por aqueles que afirmam estar tocando um projeto pessoal de construir seu primeiro milhão em dez ou quinze anos. Isso é muito bom para eles e para a economia brasileira, carente de poupadores responsáveis quanto a seu futuro.

Porém, apesar do grande número de jovens deslumbrados com um futuro mais seguro, é maior o número de jovens desanimados com o fato de terem acesso a boas orientações sobre investimentos, mas pouco ou nenhum recurso para investir. A justificativa é obvia: ganham pouco (como todo jovem) e gastam muito com estudos e cursos para sua formação.

O que falta a quem gostaria de investir mais é foco em seu projeto financeiro pessoal. Talvez eles não tenham percebido que estão, sim, investindo bastante para seu futuro. Os estudos nos trazem contribuições que vão muito além do conteúdo e do diploma. Sob o ponto de vista essencialmente financeiro, estudar é investir no aumento de sua renda.

Entre dois candidatos muito similares concorrendo a uma mesma vaga, será contratado aquele com formação mais avançada. Por isso, investir em educação é garantir mais facilidade de poupança no futuro. Se os recursos que você poupa regularmente são escassos, pare de administrar pobreza e passe a investir em você mesmo. Com maior renda, tanto o presente quanto o futuro estarão mais seguros.

Gustavo Cerbasi é especialista em finanças dos negócios, planejamento familiar e economia doméstica. É sócio-diretor da Cerbasi & Associados Planejamento Financeiro e desenvolve treinamentos, palestras e consultorias para diversos públicos por todo o Brasil. É autor dos livros “Dinheiro - os segredos de quem tem”, “Casais inteligentes enriquecem juntos” e “Filhos inteligentes enriquecem sozinhos”

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