Investir em franquias de sorvete é um bom negócio?

Franquias de sorvete é um bom negócio

Foto: Lew Robertson/Corbis

Deixar de ser empregado para virar patrão tem sido o sonho de muitos brasileiros. E os números comprovam: de acordo com a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor 2011 (GEM), realizada anualmente, num ranking de 54 países o Brasil fica em terceiro lugar com 27 milhões de pessoas em processo ou já envolvidas na criação de um negócio próprio.

E você quer ajudar a aumentar ainda mais este quadro, que tal investir em franquias de sorvete? Esse seguimento está aumentando a cada dia no Brasil, ainda mais com a moda de sorvete de iogurte. Conforme divulgado pela ABF (Associação Brasileira de Franchising), as franquias de doces e sorvetes faturaram cerca de R$ 510 milhões em 2011, o que representa 7% do total arrecadado pelo seguimento de alimentação no país.

Para Claudia Bittencourt, diretora do grupo Bittencourt, e Administradora de Empresas com especialização em Estratégia Competitiva pela FGV-SP e Marketing pela ESPM-SP, o brasileiro não está mais pensando que o sorvete é somente para o verão e está procurando o sorvete em todas as estações do ano.

Apostar neste tipo de franquia é um bom negócio, desde que o interessado faça uma avaliação da marca que irá representar e um bom plano de negócio. "Para ter um bom investimento e permanecer no mercado, é preciso ser diferente, pois existem milhares de franquias no mercado", lembra a especialista.

Claudia afirma que quem permanece firme no mercado são as empresas estruturais que se preocupam com o produto e com o cliente, que estuda a sua franquia, que tem um designer no ambiente e um bom atendimento ao cliente. "O importante é trazer o diferencial."

Para Márcio Lavelberg, sócio da Blue Numbers Consultoria Empresarial, especializada em Gestão de Pequenas e Médias Empresas, o mercado de franquias de sorvete e iogurte ainda tem espaço para o crescimento. "Há possibilidades sim. A única questão é a quantidade de marcas que já existem. Algumas estrangeiras, outras nacionais, algumas com valores mais populares, outras mais sofisticadas e com valores mais altos.

Agora se você está pensando em abrir uma franquia, fique atenta. "O primeiro passo é estudar muito bem o mercado. O bairro, o perfil dos moradores, a concorrência, localização e o padrão sócioeconômico da região", explica Márcio. "A seleção deve ser mais rigorosa, não pode se limitar à questão financeira. Muitos franqueadores fecham negócios pelo simples fato do interessado ter o capital para iniciar a operação. E não é bem assim."


O retorno depende muito de casa pessoa. Márcio conta que é comum observar lucro em dois ou três anos. Mas tudo depende do valor investido e do resultado alcançado ao longo dos meses. "Cada caso é único. Uma mesma marca pode ter lojas completamente iguais, mas com vendas diferentes. Isso vai implicar em resultados diferentes e tempos de retorno também diferentes."

Mas não pense que tudo são flores. "Existem várias ações que podem trazer resultados negativos. Um dos principais é o amadorismo do investidor em administrar um negócio. Outro é a falta de perfil do investidor em seguir regras impostas pelo franqueador", finaliza Lavelberg.

Por Marisa Walsick (MBPress)

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