Inflação em alta: o que fazer?

Inflação em alta o que fazer

Foto: Daniel Koebe/Corbis

Nas rodinhas de conversa não se fala em outra coisa: inflação. O aumento exorbitante

de certos alimentos tem assustado famílias de várias classes sociais e feito com que a

mesa do brasileiro passasse por mudanças estratégicas.

Vários são os motivos que levam à alta exacerbada dos preços. Em 2012, a seca nos

Estados Unidos, a pior em 50 anos, comprometeu o preço mundial dos alimentos. Isso leva os produtores a comprarem os alimentos por um preço mais caro, já que a produção diminui, e acabam reduzindo a oferta para o consumidor final, que vê no preço o repasse proveniente desse problema climático.

Soma-se a isso a estiagem no Rio Grande do Sul, as fortes chuvas em São Paulo e a seca

no nordeste, considerada por Dilma Rousseff a pior dos últimos 50 anos. "Além das

questões climáticas, o custo Brasil é muito alto e os sistemas rodoviário e hidroviário no

Brasil são ruins", explica o professor Samy Dana, professor da escola de Economia da

FGV-SP.

"De qualquer forma, as família menos favorecidas sofrem mais com a inflação. Assim, se a quantidade de arroz consumido pela classe mais baixa e pela média for a mesma, certamente esse grão vai pesar mais no orçamento da que tem menor poder aquisitivo", afirma o especialista.

Outro ponto importante é que a inflação acarreta não somente a alta assustadora dos

preços, mas também o aumento da desigualdade social. Sem contar que, pelo fato de

as famílias gastarem mais para garantir seu padrão vida, os índices de inadimplência

aumentam consideravelmente.

Geralmente, os supermercados repassam os valores ao consumidor, mas tudo varia de

acordo com o estoque que eles têm de cada produto. Por esse motivo, antes de fazer

as compras do mês é preciso ter paciência e disposição para fazer muita pesquisa, um

hábito antigo do brasileiro.

Desemprego é maior causa da inadimplência

Outra dica é fazer as devidas substituições. O abacaxi também está com preço alto e pode ser substituído por outras frutas com preço mais atrativo, como as peras. "Até mesmo grãos como arroz e feijão podem ser substituídos em tempos de inflação. O milho, por exemplo, é de alto valor nutricional", completa.

O professor afirma que o governo tem sim interesse em conter a inflação e vem

tomando algumas medidas. "Se o valor dos alimentos está alto, por exemplo, o governo procura abaixar o preço dos remédios, outro item que pesa no orçamento de muitas famílias". E aposta: "Acredito que em um mês veremos uma normalização dos preços

dos alimentos."

Por Juliana Falcão (MBPress)

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