Gasto ou investimento?

O que é gasto e o que é investimento

Consumir ou não consumir, eis a questão. Nós mulheres estamos sempre pesando na balança um e outro. E muitas vezes, nos vemos em volta da culpa do consumismo desenfreado. Pior ainda, do consumo de algo que nem valia tanto a pena, nem é tão útil assim. Quando comprar se torna um gasto e quando é, de fato, um investimento?

Primeiro, algumas perguntas básicas devem ser feitas: você realmente precisa disso? Este serviço ou este produto realmente é uma necessidade? Nesse caso, não adianta pedir a opinião da amiga, a resposta é pessoal, vai variar de pessoa para pessoa.

Para a jornalista Thais Aux, que escreve no blog "Hoje eu não comprei" sobre finanças pessoais, "investimento é minha pós, minha terapia, meu plano de saúde. Viagem é um investimento, pois é uma experiência única, inesquecível", só para citar alguns exemplos.

Porém, do outro lado, o vilão gasto nem sempre é tão ruim, mas é preciso tomar cuidado para não extrapolar. Como exemplo disso, a jornalista acrescenta que sair com os amigos é considerado um gasto, mas é um bom gasto. "Algumas roupas podem ser investimento (peças coringa e duráveis), enquanto outras podem representar mais gastos, como as que só duram uma estação", ressalta.


Um dos conselhos de Thais é ponderar o quanto se pode gastar, de acordo com o dinheiro que a pessoa dispõe. "Vamos supor, se eu sei que eu não posso ir a um restaurante todo fim de semana, então vou ficar em casa de vez em quando, apostar num programa mais barato e que seja igualmente prazeroso", conclui.

De qualquer forma, é importante avaliar entre as tantas formas de consumo que se apresentam: o que não compromete a renda e pode ser bem usado.

Por Lívany Salles

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