Fusões de empresas - como fica o consumidor?

Empresas compradas por outras empresas

O que toda empresa quer saber é como agradar o consumidor, e a maioria não mede esforços para isso, seja planejamento, dobrando a equipe de vendas, indo às ruas, investindo em propaganda, entre outros. Nos últimos anos, porém, a estratégia de conquistar o cliente tem sido outra. O que temos visto é um grande volume de fusões entre as empresas. Só para citar exemplos, Carrefour com o Pão de Açúcar.

Segundo o coordenador do MBA em Branding (Gestão da Marca) na Trevisan Escola de Negócios, Marcos Hiller, comprando outra marca é possível ganhar market share de maneira menos cansativa e desgastante. "É uma forma cara de crescer, pois adquirir outra empresa significa integração de sistemas, ruído com clientes leais à marca, união de culturas organizacionais diferentes e, até mesmo, um alto gasto trabalhista com possíveis demissões".

Ele cita que, recentemente, o Itaú adquiriu o mesmo Unibanco, e já concluiu o processo de morte da marca dos Moreira Salles. A saudosa marca BankBoston, uma das mais admiradas no segmento financeiro, foi engolida pelo Itaú. Vale lembrar que este também já havia comprado o Banerj. O Real (que já tinha comprado o Sudameris) também era marca super tradicional no Brasil, e acaba de ser abduzida pelos espanhóis do Santander, que, por sua vez, já tinham absorvido o Banespa, Meridional, Noroeste e Bozano Simonsen. "Essa é a dinâmica do mercado".

"A razão desse extermínio súbito de marcas tão tradicionais e tão fortes é simples: operacional e financeiramente falando, custa caro manter duas marcas no mercado. São dois nomes, dois símbolos, dois slogans, dois posicionamentos, duas papelarias, duas equipes de gestão, e tudo isso não custa pouco para a empresa compradora. É uma decisão mais sensata e mais inteligente (sob a ótica de custo) manter marca única", conclui.

Por Lívany Salles

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