Fundo habitacional evita inadimplência

Fundo habitacional evita inadimplência

Depois da tão sonhada casa própria, imprevistos como desemprego, queda de renda ou danos físicos ao imóvel, podem transformar o sonho em pesadelo. Para quem fez um financiamento pelo programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal, existe o Fundo Garantidor Habitacional.

Criado para evitar a inadimplência por parte das famílias de baixa renda, o fundo permite a cobertura de parte do pagamento das prestações nos casos de desemprego, redução de renda, morte e invalidez permanente e nas despesas de recuperação relativas a danos físicos ao imóvel.

Para o presidente da Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências, Marco Aurélio Luz, embora a iniciativa seja importante, não inclui outros planos habitacionais. "Seria ótimo que eles (mutuários de outros projetos habitacionais) tivessem essa proteção para que evitem o aumento da dívida desproporcional, principalmente, se ocasionada pela cobrança de juros abusivos", contesta.

Programas que não constam: SFH (Sistema Financeiro da Habitação), contratos anteriores ao programa Minha Casa Minha Vida e CDHU - Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano, de responsabilidade do governo do Estado de São Paulo. Já a COHAB - Companhia Metropolitana de Habitação, famílias de renda de 0 a 3 salários mínimos podem aderir ao Fundo Garantidor.


A cobertura do Fundo Garantidor depende da renda familiar e, independente disso, é preciso ter quitado ao menos seis prestações do contrato. "O mutuário não é obrigado a recorrer ao fundo, mas se precisar, ele deve avaliar o risco de não conseguir honrar as prestações, pois é cobrado entre 5% e 6% de taxa de juros", alerta o presidente. "Não há como negar as vantagens de obtê-lo. É essencial para que o devedor ganhe tempo para se recuperar financeiramente e continuar o pagamento das parcelas", conclui.

Por Lívany Salles

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