Exportar artesanato - dicas e cuidados

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Dicas para exportar artesanato

Foto Agência Instante

Realizar trabalhos artesanais é uma atividade prazerosa. Para muita gente, além de satisfatória pode ser também lucrativa. E hoje o trabalho manual tem recebido o devido valor no mercado. Quem começou a fazer artesanato como terapia, por exemplo, já pode viver disso. Peças produzidas no Brasil com matéria prima 100% nacional hoje enfeitam lares na Europa e em toda a América.

Os artesãos que pretendem exportar suas obras devem se atentar a alguns detalhes importantes. Por exemplo, barreiras alfandegárias, taxas de câmbio, notas fiscais, fretes e prazos de entrega devem ser checados com antecedência. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Vox Populi em novembro de 2010, durante a Feira Nacional de Artesanato, a maior da América Latina, revelou que 18% dos artesãos já exportaram algum tipo de trabalho.

Segundo outra pesquisa realizada pelo Instituto Vox Populi, a Europa é o continente que mais importa artesanatos brasileiros, seguida pela América, Ásia e Oceania. A média de faturamento, anual por artesão, é de R$ 12.111,15. Os produtos que mais saem são: pedra sabão, vidro e produtos reciclados.

Os especialistas lembram que a taxa de câmbio é o fator mais importante desse processo. "Quando for pensar em exportar, o artesão deve ver quais são as tendências de variação cambial que o mercado está indicando e calcular o seu preço com uma margem de segurança de uns 7%", recomenda a presidente do Instituto Centro Cape, Tânia Machado. O comprador estrangeiro não é habituado a lidar com variação cambial. Se houver uma queda do dólar o exportador não sai perdendo; se não houver, você pode oferecer um desconto, o que é sempre bem visto.

Outra conta fundamental para o exportador é o preço final do produto. Ao contrário das venda locais, é preciso acrescentar o valor do frete e de impostos internacionais. "Considere que haverá um custo de 30% para os Estados Unidos de frete e de 60% para a Europa, considerando o frete e impostos de entrada", lembra a presidente. Tânia Machado sugere a quem pretende faturar com essas vendas que pesquise antes. Procure na internet produtos semelhantes e compare os preços. "É bom fazer isso para não ter a decepção de tentar vender lá fora e não obter resultados", completa.


Não menospreze a importância da nota fiscal, ela é garantia para você e para o seu cliente. A nota fiscal é necessária para poder fechar o câmbio. "Vemos muitos artesãos mandando produto pelo Exporta Fácil como ‘amostras’ ou ‘presentes’ e depois tem dificuldade de receber o pagamento, pois não houve uma operação comercial no negócio", revela a presidente do Instituto Centro Cape. A nota fiscal vai variar, pois a legislação é estadual.

Por Bianca de Souza (MBPress)

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