Entre com o pé direito no mercado de ações

Entre com o pé direito no mercado de ações

Foi-se o tempo em que algumas profissões eram exclusivas dos homens. Atualmente, ninguém estranha mais ao se deparar com uma frentista, motorista de ônibus ou motogirl. E parece que a igualdade entre sexos está chegando inclusive aos ambientes como a bolsa de valores.

Não acredita? Então observe dados da BM&FBOVESPA, que mostram que, de 2002 para cá, a adesão feminina a esse mercado passou de 15 para 136 mil. "E, diferente do que se imagina, elas não preferem papéis relacionados ao consumo feminino (como empresas de moda ou cosméticos). Elas estão em pé de igualdade com os homens, e variam suas aplicações em diferentes segmentos", afirma Miriam Macari, gerente de atendimento e qualidade da Título Corretora de Valores.

Apesar do aumento de investidoras, muitos mitos ainda envolvem a bolsa de valores e acabam afastando pessoas que poderiam se interessar pelo mercado de ações. A primeira coisa que se deve saber antes de empregar uma quantia é que esse é um tipo de investimento diferente daquele ao qual a maioria está acostumada. "Antes de tomar qualquer decisão, é imprescindível adquirir conhecimento, se familiarizar com os termos usados na bolsa", diz a especialista.

Depois de pesquisar bastante a respeito do assunto, é bem útil fazer um cursinho para entender como funciona a bolsa e como compreender o comportamento do mercado - ou seja, conseguir identificar quando as ações de uma empresa estão se valorizando nos últimos tempos. Como vivemos na era da Internet, vale usá-la para realizar esse curso. Algumas empresas inclusive o disponibilizam de graça.

Parece complicado, porém, a lógica de se investir na bolsa de valores é a mesma que a de qualquer outro investimento: o interessado deve ter um objetivo - que pode ser comprar um carro ou até garantir uma velhice tranquila no futuro - e traçar um caminho que o leve àquele propósito. "No caso de ações, o dinheiro aplicado deve ser algo que está sobrando, que não precisará ser usado em breve. É um investimento de longo prazo", explica Miriam.

Antes de fazer seu investimento, é preciso ter em mente que a informação faz a diferença, pois o valor das ações é influenciado por variáveis sujeitas a mudanças todos os dias. Isso pode ser bom ou ruim. Bom porque uma ação que ontem custava R$ 20 pode subir no dia seguinte, trazendo lucro a quem comprou. Ruim porque o contrário também pode acontecer.

Mas, calma. No mercado de ações, só é possível perder aquilo que foi aplicado, e nada mais. Portanto, quem conhece um pouco do assunto e se informa não fica endividado. "No entanto, há outros ativos - que não são ações - que podem ser negociados na bolsa e podem resultar em endividamento", alerta a gerente de atendimento e qualidade da Título Corretora de Valores.

Adquirindo conhecimento sobre o mercado de ações, esse pode ser um bom investimento, sim. O próximo passo, então, será abrir uma conta numa corretora - já que a bolsa não permite que pessoas físicas comprem ações. Nesse ponto, preste atenção na taxa de corretagem - cobrada pelos serviços da corretora - e nas taxas da própria bolsa. Verifique se o negócio valerá a pena para você e seu objetivo.

Não existe valor mínimo para investir. "Muitas pessoas ainda acreditam que apenas quem é rico compra ações. Isso é mito. Teoricamente, quem tem uma reserva de R$ 1000 já pode entrar nesse mercado", declara Miriam, que também é investidora.

Aliás, as taxas cobradas pelos serviços de corretagem são cada vez mais competitivas. Também existem promoções, por isso, é bom pesquisar entre corretoras presentes no mercado, como afirma a especialista. "A ‘Título’, por exemplo, tem uma promoção para incentivar que jovens entre 18 e 23 anos entrem no mercado de ações. Nós oferecemos um ano de isenção de taxas."


Seguindo os passos direitinho é possível ter bons - e até ótimos - rendimentos com a bolsa de valores. Só não vale ir "na onda de amigos", parentes ou conhecidos. Busque várias opiniões. Você mesma precisa entender o que está fazendo. Afinal, é o seu dinheiro que foi investido - seu objetivo que está em jogo.

Por Priscilla Nery (MBPress)

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