Empréstimos de pessoa para pessoa ganha a rede mundial

Empréstimos de pessoa para pessoa ganha a rede mun

"Precisando de dinheiro? Faça um empréstimo pessoal." Frases parecidas com essa estão por toda parte. Seja nas ruas, nos bancos ou financeiras espalhadas pela cidade. Apesar das altas taxas de juros, muita gente prefere se arriscar e pedir um empréstimo a ter que esperar o tão sonhado dinheirinho cair nas mãos para reformar a casa, trocar de carro ou ampliar o negócio próprio.

O procedimento mais comum é ir até uma agência bancária ou uma empresa especializada para dar entrada no pedido de empréstimo. Mas com as facilidades da rede mundial, um projeto pioneiro no Brasil tende a tornar essa tramitação mais fácil. E o melhor: com juros bem menores. O site Fairplace (www.fairplace.com.br) entrou no ar no dia 5 de abril e foi criado com o objetivo de unir pessoas físicas que queiram investir e pedir dinheiro sem a necessidade de intermediários.

Tendo como diretor geral o executivo Eldes Mattiuzzo, profissional que passou 14 anos trabalhando no Unibanco, sendo seis deles na área de créditos ao consumo, a ferramenta registrou em dois dias números expressivos: 2 mil visitas, 20 mil page views, 300 pessoas cadastradas em busca de empréstimo, mais de 100 investidores e 50 pedidos de empréstimo.

Segundo Eldes, esse tipo de negócio acontece no exterior desde 2006. "Trouxemos o modelo para o Brasil após acompanhar o seu desempenho nos Estados Unidos e seu sucesso no que diz respeito à captação de investimentos e união de pessoas. A partir daí, adaptamos o projeto para a legislação brasileira e o finalizamos em 2009", explica. "A vantagem da transação direta entre as pessoas é o fim dos altos juros cobrados pelas empresas. Isso porque os bancos emprestam dinheiro com taxas de 50 a 100% ao ano. A poupança rende de 6 a 8%. No site, eliminamos essa intermediação e o valor da taxa é acordado entre as partes. Com isso, o retorno fica entre 16 e 20%".

O procedimento é composto por algumas etapas: primeiro a pessoa interessada em adquirir um empréstimo pessoal entra no site, preenche um cadastro descrevendo o valor necessitado - numa margem que vai de R$ 1.000 a R$ 10.000 -, o que pretende fazer com o dinheiro e quanto pretende pagar de taxa ao mês. Feito o cadastro, a empresa faz uma análise do pedido e, antes mesmo de acionar os investidores, uma pesquisa profunda do CPF do solicitante é executada pelo Serasa.

Empréstimos de pessoa para pessoa ganha a rede mun

Foto: reprodução.

Se a pessoa passou do primeiro filtro, seu cadastro é aberto e passa por um leilão. Todos os investidores interessados em negociar mandam suas ofertas de empréstimo para o site durante 14 dias. E antes de darem o lance, fazem o depósito do valor sugerido na conta da Fairplace, via boleto ou débito em conta. Se o lance for aprovado, o valor é creditado na conta do tomador do empréstimo. Caso contrário, ele volta para a conta do investidor. "Depois desse período, a empresa avalia todas as propostas e passa para o solicitante as mais vantajosas. Se os usuários chegarem a um acordo, assinamos um contrato entre as partes e cobramos mensalmente o valor das parcelas, via boleto ou débito em conta. O período para pagamento vai de um a dois anos", explica Eldes.

Além dos juros, a Fairplace cobra uma taxa de quem recebe e de quem empresta o dinheiro, como se fosse uma comissão. "Temos uma taxa de limitação de juros legais que não pode ultrapassar 1% ao mês. Então agimos da seguinte forma: se o solicitante fecha um contrato com uma taxa de 2%, vai pagar 1% ao mês de juros, mais 1% pelo nosso serviço de intermediação. Se ele pediu em empréstimo de 3%, vai pagar 1% ao mês de juros, mais 2% pelo serviço. Agora se ele pede juros menores de 1%, só cobramos os juros e não exigimos remuneração", afirma o diretor geral.

Eldes acredita que o sucesso da transação depende do grau de risco e da taxa que o solicitante oferece: "Quanto menos risco a pessoa possui, mais pessoas querem emprestar dinheiro para ela. Quem não compromete toda a renda com o empréstimo e tem um destino razoável para o dinheiro que pede pode conseguir empréstimos bacanas. Entretanto, pessoas ruins de crédito, mal pagadoras ou com histórico de inadimplência não passam do primeiro filtro".

Para quem ainda não faz nenhum tipo de transação pela internet por insegurança, Eldes tenta tranqüilizar: "A nossa empresa dispõe de diversos mecanismos para garantir a segurança do usuário. A própria ferramenta da Serasa vasculha o CPF do solicitante, reduzindo a possibilidade de fraude. Além disso, ligamos para a pessoa para confirmar o pedido e vasculhamos a origem dela - endereço e cidade - antes de iniciarmos o leilão", explica.

Eldes ressalta que os dados pessoais das duas partes são mantidos em sigilo por medidas de segurança e também para evitar cobranças ou constrangimentos. "E caso a pessoa não honre o contrato, uma empresa de cobrança se encarregará de entrar em contato para solicitar o pagamento. Se mesmo assim ela não pagar, a executamos judicialmente", diz.


Mattiuzzo lembra que mais de 30 sites espalhados pelo mundo fazem esse tipo de negócio. "Não criamos essa ideia, apenas adaptamos para o Brasil um procedimento que já faz sucesso lá fora. Todos que embarcarem nesse projeto vão sair ganhando", garante.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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