É realmente necessário ter duas contas correntes?

É necessário ter duas contas correntes

Manter mais de uma conta corrente, em diferentes bancos não é uma boa opção para quem quer economizar. A maioria das pessoas toma esse tipo de atitude para ter mais acesso aos limites de crédito. Mas com isso, são gerados dois problemas: o primeiro deles é o acesso ao crédito fácil e, consequentemente, ao uso inadequado do mesmo, levando os clientes, com o passar do tempo, a adquirirem dívidas que não poderão ser pagas.

"O segundo corresponde às taxas bancárias em todas as contas, levando em alguns casos a um gasto de mais de R$ 100 por mês com essas despesas", diz o diretor executivo da Dsop Educação Financeira, Alexandre Damiani. "Se temos apenas uma conta, temos também mais facilidade de controle, menos crédito disponibilizado e, consequentemente, menos chances de gastos acima de suas possibilidades."

Alexandre explica que para cancelar uma conta, por exemplo, basta que ela não tenha débitos futuros (cartão de crédito atrelado, empréstimos, financiamentos, conta negativa). Caso isso ocorra, a pessoa deve eliminar esses parcelamentos e débitos e se dirigir à agência para fechar a mesma. "Claro que o gerente nesse momento poderá oferecer uma série de benefícios, como, por exemplo, a isenção das taxas. Mesmo assim, seja firme e encerre a conta", complementa.

Cabe a cada um negociar com o gerente os valores. "As pessoas não têm o hábito de fazer pesquisas e sentar para conversar com seus investimentos. Todas querem uma conta nova, mesmo com baixo valor movimentado ao mês", lamenta.

Como dica, o primeiro passo é ir a pelo menos três bancos diferentes e descobrir as taxas de cada um e o que oferece como benefícios. Caso o interesse seja fazer aplicações, é necessário, primeiramente, saber qual o prazo (curto, médio ou longo).


"Somente depois disso é que o cliente definirá o melhor investimento, cabendo a ele também descobrir as instituições financeiras que têm as melhores taxas de juros e as menores cobranças administrativas", orienta Damiani.

Por Caroline Belleze Silvi (MBPress)

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