Do primeiro emprego à primeira dívida

Do primeiro emprego à primeira negociação com o banco. Um caminho que tem sido percorrido cada vez mais cedo e em um curto período de tempo. A possibilidade de consumir e de acompanhar a tecnologia tem feito com que a primeira compra se transforme em parcelas a perder de vista. E dos primeiros salários, meios de adquirir novos e modernos aparelhos de celular, notebooks, Ipods e por aí vai.

O problema é que tal ânsia em corresponder aos apelos consumistas e em mostrar status tem feito com que jovens não consigam pagar as suas contas. Segundo o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), em 2010 a maior parte dos endividados inadimplentes no país tinham entre 18 e 29 anos.

A facilidade de crédito é uma das causas apontadas para o endividamento. Hoje, o cartão de crédito é utilizado até mesmo pelos jovens que ainda sonham com o mercado de trabalho. De acordo com a Abecs (Associação Brasileira de Empresas de Cartão de Crédito e Serviços), cartões de crédito para jovens de 12 a 17 anos já representam 12% do total do mercado.


Diante desse cenário, a educação financeira é a maior arma para combater o consumismo desenfreado. O primeiro passo é avaliar a real importância e necessidade de consumir. Segundo, evitar comprar por influência dos amigos. Por fim, tentar gastar menos em baladas, ao menos controlar o quanto é gasto. Pequenas dicas que podem fazer a diferença no orçamento.

Por Lívany Salles

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