Dívidas no início do ano, livre-se delas!

Dívidas

Você cantou a famosa música de Réveillon que diz “muito dinheiro no bolso”. Entretanto, extrapolou nas compras de final de ano e parece que seu dinheiro foi embora junto com as oferendas que jogou ao mar. Só restaram as dívidas.

Começar o ano no vermelho não é algo fácil, mas é realidade que faz parte da vida dos brasileiros, principalmente nessa época do ano. As festas de dezembro fazem gastar além do normal. E, para piorar, os primeiros meses de ano também acumulam gastos.

Mestre em administração de empresas com especialização em finanças, Mario Kuniy explica o motivo pelo qual os brasileiros costumam entrar em dividas constantemente. “Esse comportamento é um resquício da época em que convivíamos com a alta inflação. Quando chegava até 80% ao mês, era vantagem gastar o dinheiro assim que chegava à mão”. Essas pessoas então não ensinaram à geração seguinte a ter inteligência financeira, o que faz com que gastem o salário assim que recebem.

O décimo terceiro deveria ajudar as pessoas, já que dinheiro extra no final do ano. Mas muitas vezes ele já está comprometido antes mesmo de chegar. Mário afirma somado às bonificações e às facilidades do uso de cartão de crédito, fazem com que as pessoas tenham a falsa ilusão de que está sobrando dinheiro.

Aqueles que saem de férias no final do ano precisam enfiar a mão no bolso mais uma vez, ficando com um débito gigante e muita dor de cabeça pela frente. “No início do ano a situação tende a piorar porque os pagamentos das compras de Natal vencem no início do ano”, ressalta o especialista. Janeiro e fevereiro são meses em que vencem também IPVA e IPTU, matrícula dos filhos, material escolar, entre outros.

Sair de uma dívida não é tão simples quanto entrar em uma, mas não é impossível. Mario, que é diretor da Human Value, em São Paulo, explica que o mais importante é manter a calma e fazer uma lista de todas as despesas que estão sendo cobradas. Não esqueça nenhuma das despesas, por menores que sejam.

Em seguida, pague as dívidas maiores, ou seja, as com juros mais altos. “As dívidas de cartões de crédito custam muito caro. Se elas existem e são muito altas, procure negociar com parcelamento que caiba no seu bolso”, ensina o diretor. Evite também cheque especial e, se tiver muitos empréstimos, busque os mais baratos.

Para quem não quer entrar em dividas e sujar o nome, o ideal é que se gaste menos do que ganha. “Quando o pagamento é à vista, sempre é possível negociar um desconto. E antes de gastar, avalie se a compra é necessária”, ensina Mário.

Dívidas são inerentes ao ser humano, mas podem ser evitadas e abolidas com um pouco de inteligência financeira e bom senso. O importante é pensar no futuro e ter noção de que todos os atos têm consequência. Lembre-se, quem poupa tem!

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Por Cínthya Dávila (MBPress)

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