Casamento sem dívidas

Casamento sem dívidas

Até que a morte (ou qualquer outro contratempo!) os separe pode ser um longo tempo vivido com tranquilidade e muito amor pelos casais. Especialmente se eles disserem o "sim" sem precisarem se preocupar com inúmeras e intermináveis contas que todo o aparato criado pelo casamento pode causar. Pois então, anime-se! É possível realizar um casamento com elegância e bom gosto, sem aforgar-se em dívidas. Para isso, é preciso planejar com antecedência!

Mas, que seja dita a verdade. Quem pretende viver este conto de fadas com direito a igreja, recepção, casa nova e lua de mel, deve estar ciente de que o bolso vai pesar. São tantos detalhes e tantas as novidades apresentadas por essa indústria todos os dias que, se o casal não tiver os pés no chão, acaba exagerando desnecessariamente nos gastos.

O primeiro passo, diz a consultora Cláudia Matarazzo, autora do livro "Casamento sem Frescura", é fixar o valor que se tem para gastar e, a partir de então, definir o tamanho da festa. Depois, é necessário estabelecer as prioridades de acordo com o perfil dos noivos.

"O que o casal deseja? Festa com tudo que tem direito? Uma recepção apenas para os amigos? O que é mais importante, pagar uma fortuna em um vestido assinado por um grande estilista e que nunca mais será usado ou investir numa grande viagem de lua de mel?".

Aí não tem jeito. A melhor forma de se decidir é bater perna e pesquisar o valor dos produtos e serviços oferecidos pelos fornecedores. O total da conta pode variar tanto quanto varia o tamanho dos sonhos de um casal, levando-se em conta desde uma cerimônia religiosa simples, com pequena recepção na própria igreja, por menos de R$ 5 mil, como festas para mais de 300 convidados em buffets que podem chegar a R$ 100 mil.

Para se ter uma idéia, o preço de um vestido de noiva varia absurdamente. Podem ser encontrados modelos prontos em lojas especializadas por até R$ 1 mil ou exclusivos de estilistas famosos que passam dos R$ 50 mil.

"Eu mesma, quando me casei há 22 anos, fiz um vestido para primeiro aluguel e economizei muito. Paguei, na época, U$ 120, enquanto o modelo de um estilista famoso saía por U$ 6 mil", diz Cláudia Matarazzo. "Já o arranjo para o cabelo eu resolvi comprar. Resultado: nunca mais usei".

Alguns itens, porém, a consultora diz que são indispensáveis na realização de um casamento. "A bebida para o brinde, os bem-casados e o bolo".

Tempo

Segundo a consultora em finanças pessoais Patrícia de Rezende, o tempo para se planejar financeiramente um casamento depende do tipo de evento que os noivos desejam somado ao orçamento do qual eles dispõem.

"Quanto mais caro for o evento, mais dinheiro vai custar e se o casal não dispõe da quantia à vista provavelmente terá de parcelar os gastos. As prestações são sempre uma preocupação, mas normalmente é impossível evitá-las. Então, o melhor é que elas sejam pagas antes do casamento acontecer, o que até acaba motivando o casal a se empenhar para pagar tudo mais rapidamente. Terminada a festa, eles não terão mais dívidas e conseguirão entrar ‘zerados’ na vida nova".

O ideal, diz Cláudia Matarazzo, é que o planejamento ocorra com pelo menos 1 ano de antecedência. Ela dá algumas dicas para economizar sem fazer feio.

"Se for oferecido, o jantar pode ter prato único. Se o orçamento for ficando apertado, esqueça as lembrancinhas: quase todo mundo joga fora! Uma decoração imensa com flores pode ser substituída por bonitos arranjos".

Com relação às flores, vale a pena também dar preferência para as nacionais da estação, bem mais baratas. Atualmente, pagar pela decoração de flores na igreja pode terminar em uma conta de mais de R$ 3.500.


E não se esqueça: problemas financeiros quase sempre refletem de forma negativa na vida do casal. Por isso, a consultora Patrícia de Rezende aconselha os noivos a conversarem sempre sobre a questão do dinheiro. "É um hábito que deve ser iniciado ainda na fase do namoro justamente para evitar problemas futuros. É preciso muita maturidade e comprometimento dos dois para quitar dividas e se de fato forem fazer dividas depois do altar que seja conversado antes, nunca depois".

Por Adriana Cocco

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