Dicas para falar sobre economia com os filhos

Dicas para falar sobre economia em casa

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Bill Gates já declarou que seus filhos terão que ganhar o próprio dinheiro. Dono de uma fortuna avaliada em R$ 89 bilhões, o pai de Jennifer, de 15 anos, Rory, 12, e Phoebe, nove, não vai repassar sua fortuna aos filhos, e, apesar de não poupar valores para a educação e saúde, pretende que eles mesmos batalhem pelo sustento.

Mesmo sem tanto dinheiro na conta, ensinar o valor do dinheiro e introduzir noções de economia às crianças é muito importante, porque, a partir disso, ela desenvolve um senso muito mais crítico em relação aos gastos e aprende, desde cedo, que nada cai do céu.

De acordo com Marina Lopes Pedrosa, coordenadora do Colégio Franciscano Nossa Senhora Aparecida (Consa), a melhor maneira de dar certas noções econômicas às crianças é usar o famoso cofrinho, porque, aos poucos, elas vão percebendo a importância de cada moeda na hora de comprar algo. Outro modo bastante eficaz é a mesada, com baixo valor, para que estimule as economias.

"Não existe uma idade padrão para ensinar isso. Porém, é importante explicar que os menores só têm maior noção do que é troco a partir dos sete anos de idade, por isso os pais precisam ficar sempre por perto, ajudando na conta. Os mais novinhos ainda não têm noção de decimal e centavos, então realmente é bom ajudar", conta a coordenadora.

A educadora também explica que é válido instruir a criança em todas as ações. Por exemplo, a mãe leva a filha numa loja de brinquedos para comprar uma boneca. Chegando lá, ela escolhe uma que custa R$ 100, mas no cofrinho só tem R$ 50 (sim, é um cofrinho e tanto). A mãe deve dizer que a boneca custa duas vezes o valor existente no cofrinho, mas que ela pode dar mais R$ 25, contanto que a filha escolha um brinquedo de valor um pouco menor.

"Explique para a criança o que é o cartão de crédito, como funciona e que ele equivale ao dinheiro. Mostre o cupom fiscal, diga quais são os dados existentes na nota e o significado. Sempre que for às lojas, veja diversos preços, conte o que vale ou não a pena, explique o porquê, etc.", afirma a profissional.

Quanto ao trabalho, Marina não vê problema em relação aos filhos começarem a trabalhar desde cedo, contanto que não sejam mais crianças. "O trabalho não pode atrapalhar o estudo, porque ele deve ter essa garantia. Acredito que é normal os jovens trabalharem para ajudar no custo do estudo ou até mesmo para conseguir gastar em festas, baladas, etc. Isso mostra, também, uma boa noção de economia e de como dar valor ao dinheiro", acrescenta.


Outro caso comum são as empresas familiares, onde os filhos acabam acompanhando os pais desde cedo e, da mesma forma, começam a trabalhar a fim de colaborar na renda mensal de casa. Essa prática é muito comum e, certamente, ensina os mais jovens a valorizarem os bens e negócios da família.

"O jovem deve ser informado sobre o valor das coisas, mas nada deve ser forçado. Quando uma conta em casa fica mais cara, tudo bem dizer que é bom fazer economias, por exemplo, mas a vida não deve girar em torno de ‘não gaste isso’, ‘não compre aquilo’. Tudo deve ser explicado com calma, normalmente", finaliza Marina.

Por Carolina Pain (MBPress)

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