Dia das Crianças - dê presentes sem prejuízo para o seu bolso!

Dia das Crianças  dê presentes sem prejuízo para o

Bombardeadas pelos comerciais de TV, folhetos de lojas e, claro, o boca a boca na escola, as crianças não perdoam: para comemorar o dia 12 de outubro, já começaram a pedir aos papais e mamães brinquedos dos mais variados tipos e preços. Ô tarefa difícil! Será que é possível agradar à criançada sem dar prejuízo para o bolso?

Para o educador financeiro Álvaro Modernell, a resposta é sim! Ele diz que esta é uma data na qual a criança deve participar da escolha do presente. "O Dia das Crianças, diferentemente de outras datas comemorativas, como o Natal e os aniversários, não enseja a necessidade de fazer surpresa. É uma data excelente para iniciar ou aprofundar lições de educação financeira".

De acordo com o especialista, os pais podem estimular os filhos a fazerem uma lista com três opções, dentro de uma faixa de preços previamente estabelecida. "Explique que o valor limite é o que cabe no orçamento. A importância do presente não está no valor, mas sim no carinho que o acompanha."

Depois disso, é hora de gastar sola de sapato! Modernell sugere que as crianças ajudem a pesquisar nas lojas. "Elas vão adquirir noções de preço e descobrirão que um mesmo produto pode ter diferentes valores. Na hora de comprar, os pais devem até incentivá-las a pedir desconto."

Quando forem escolher o brinquedo, aproveite as dicas do consultor:

- Evite brinquedos que demandem gastos posteriores, como os com acessórios, refis e/ou que são à pilha, além de álbuns e coleções.

- Lembre-se que, algumas vezes, as crianças, especialmente as menores, curtem mais as embalagens - caixas, papéis, isopor - do que os brinquedos. Pondere isso antes de comprar brinquedos caros. Alguns mais simples podem agradar muito mais. A criança e seu bolso ficarão mais felizes.

- Pondere, além do preço, a qualidade e durabilidade dos produtos. Lembre-se que o barato pode sair caro.

Procon

Na hora da compra, siga também as orientações do Procon para não sair no prejuízo.

- Examine o brinquedo. Por lei, as lojas são obrigadas a manter amostras de jogos e brinquedos abertos, sem lacre para que possam se testados pelo consumidor.

- Em caso de defeitos no brinquedo, o fornecedor tem um prazo de 30 dias, a partir da data da reclamação, para solucionar os problemas. Caso não o faça, você terá direito a optar pela substituição do produto por outro, ou pela devolução do valor pago.


- Cuidado com brinquedos vendidos em ambulantes! Muitos são imitações e, embora possam apresentar menor preço, não possuem o selo de certificação do INMETRO e IQB, podendo representar riscos à saúde da criança. Além disso, não há garantia do produto, uma vez que não é emitida nota fiscal.

Por Adriana Cocco

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