Deu certo! Negócios estrangeiros que fazem sucesso por aqui

Deu certo Ideias inovadoras de fora

Cristiano Vargas trouxe a Vault, empresa que possui uma técnica pioneira de blindagem de portas e janelas

Você já ouviu falar em blindagem arquitetônica? Em um aplicativo que pode ser colocado em celular ou no tablet que facilita os pedidos de taxi? E na plataforma de autogerenciamento de eventos? Pois bem, essas são apenas algumas das ideias que fizeram sucesso em outros países e que empresários criativos trouxeram para o Brasil.

Como todo mundo sabe, não é fácil desenvolver uma ideia para criar o próprio negócio, com serviços que realmente funcionem e que se destaque nesse mercado competitivo. Por isso, não adianta criar apenas mais uma empresa que seja funcional, o empreendedor que quer se destacar precisa ter criatividade e desenvolver algo que seja diferente e que facilite a vida das pessoas. Pensando dessa forma é que muitos empresários procuram inspirações em projetos que deram certo no exterior, no intuito de trazer comodidade aos brasileiros. Um deles é o serviço de blindagem arquitetônica.

Segurança é o que todos nós procuramos, seja em casa, no carro ou no trabalho. Por isso, a blindagem, que antes era feita apenas nos veículos automotivos, vem se tornando um serviço muito procurado antes ou depois da construção de casas, prédios e empresas. A blindagem arquitetônica pode ser aplicada em um cômodo inteiro como apresentado no filme "Quarto do Pânico" ou em portas e janelas, substituindo as grades de ferro. Mas mesmo com algumas empresas dessa especialidade no Brasil, como Cristiano Vargas conseguiu se destacar nesse mercado?

O fundador da VAULT percebeu que havia uma grande demanda, mas poucas empresas que prestavam serviço no Brasil. E foi em uma viagem aos Estados Unidos que ele participou de uma feira de segurança e analisou que o nível de produto no mercado americano era extremamente mais avançado do que o brasileiro. Assim, Vargas passou a importar estes produtos em sociedade com seu amigo de San Diego. "Trouxemos esses equipamentos e produtos inicialmente porque faltavam produtos similares no mercado nacional", explicou ele.

Cristiano ressaltou que existem algumas dificuldades em trazer um produto para o país devido à burocracia, custos elevados e documentação. "Muitas ideias boas deixam de virar um bom negócio em função da falta de capital", exemplificou. Mas apesar dos obstáculos encontrados no início, o investimento de Vargas foi bem sucedido:

"Nenhuma empresa do ramo de blindagem arquitetônica concorre conosco desde nossa fundação (1995), o que nos deixa com uma vantagem competitiva em função de nossa experiência. Reunimos os projetos de segurança mecânica (blindagem arquitetônica) e sistemas eletrônicos integrados", acrescentou.

Deu certo Ideias inovadoras de fora

Basta baixar o aplicativo "Levo VC" e você consegue escolher o taxista que quiser. Foto: Jomphong http://goo.gl/9A3uy

Levo VC" ajuda taxistas

Inspirado em mecanismos já existentes nos Estados Unidos e na Europa, os empreendedores Patrick Klien e Gustavo Júnior desenvolveram no Brasil o aplicativo "Levo VC", para facilitar a vida de taxistas e passageiros. O sistema apresenta automaticamente as opções disponíveis, informações básicas sobre os taxistas cadastrados (nome, foto, veículo, habilitação) e o tempo estimado que chegará ao local desejado. O aplicativo pode ser usado no celular, tablet ou através do site. É disponível em português e inglês e em breve será lançado em espanhol, francês e alemão.

Lançado em agosto do ano passado, a empresa é a primeira a disponibilizar esses serviços no país. "Percebi que o Brasil precisava de um serviço como este. Se não fosse eu, tenho certeza de que outra empresa acabaria fazendo alguma coisa parecida", comentou Patrick Klien. Para ele ser inovador é muito desafiador, você não sabe se vai funcionar ou não. A única coisa que resta é o sonho e a fé para acreditar muito em si mesmo e no seu produto.

Klien ressaltou que a maioria das pessoas gosta de ideias inovadoras, mas raramente usam algo inovador. E contou sobre o desafio de atrair clientela: "O usuário está acostumado a levantar o dedo e poder chamar um táxi rapidamente. Com o aplicativo é bem diferente, mas nós já estamos vendo muita demanda por um serviço como este". E deu a dica: para lançar um serviço aqui no Brasil, precisamos pensar no que os brasileiros desejam. Uma vez que isto for identificado, se faz uma análise de como o seu serviço tem de ser modificado para suprir a necessidade das pessoas.

Organização da própria festa gratuitamente

Por que não gerenciar o próprio evento ou festa? Esse é um sistema muito comum nos Estados Unidos que chegou ao Brasil. A ideia de permitir que as próprias pessoas desenvolvam e organizem seus eventos surgiu na experiência de seus fundadores: Marcelo Cartacho e David Tomasella, que perceberam a demanda por um canal de ingressos online para eventos de menor porte, no exterior. "O autogerenciamento é uma tendência mundial nos serviços pela internet, mas ainda pouco conhecido no Brasil" afirmou Rodrigo Cartacho, co-fundador da Sympla.

Cartacho afirmou que o objetivo da empresa é dar a oportunidade para o usuário criar autonomia. "A ideia é que o usuário esteja sempre no controle. A plataforma fica por baixo e resolve todas as questões burocráticas, enquanto o usuário, apenas no que diz respeito ao seu produto ou serviço, possui toda a base necessária para suprir sua necessidade do começo ao final do processo. Uma base completa e automatizada", explicou.

Para o co-fundador a dificuldade em criar um projeto inovador é que antes de tentar vender um produto ou serviço, é preciso educar os consumidores: "Eles precisam saber primeiramente o que é esse produto, para que ou quem serve. E para isso é necessário um investimento e esforços grandes para que só depois você possa realmente iniciar um processo de venda".


Rodrigo ressaltou que o mercado brasileiro de comércio eletrônico ainda não é totalmente maduro e exige mais esforços e cuidados. Com o autogerenciamento eles pretendem fazer com que todos os tipos de evento, independente do tamanho ou localização, possam ter uma página na internet para que as pessoas realizem as inscrições ou vendas de seu evento online, de maneira simples.

Por Stefane Braga (MBPress)

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