Despesas do início do ano

Despesas do início do ano

Depois de começar a dieta e colocar em prática o que se prometeu em 2010, é hora de assumir também a dor de cabeça de pagar as típicas despesas de início de ano.

Para aqueles que não conseguiram poupar uma quantia razoável diante de tanta fartura no fim do ano, a consultora financeira Evanilda Rocha e diretora do site Dinheiro Inteligente, sugere antes de mais nada não sair em busca de linhas de crédito para pagar as contas a vista, pois em muitos casos você pode não fazer um bom negócio, afinal, estão em jogo juros altos e uma parcela que poderá comprometer ainda mais o orçamento.

"O melhor mesmo é chamar a família para uma boa conversa em casa. Com a família reunida, avalia-se a situação atual e inicia-se um planejamento. Será preciso avaliar as reais necessidades de compra e só comprar o essencial para gastar o mínimo. Evitar a qualquer custo o não pagamento da fatura integral do cartão de crédito e entrar no cheque especial. Em ambos os casos os juros são altíssimos. Se necessário e após análise e elaboração do planejamento e se não tiver mesmo reservas financeiras de que se possa dispor, buscar linhas de crédito menos caras visando manter as contas em dia. Mas será essencial conhecer os próprios limites e fazer boas escolhas", aconselha.

No caso do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), quando há condições o importante é sempre pagar o total em parcela única à vista por conta do desconto que se ganha. Outra opção é pagar uma parcela única em Fevereiro, mas aí você não ganha desconto. Ou deixar para pagar em três prestações iguais, principalmente quando as prioridades são outras e o pagamento a vista sai maior em outra compra. Lembre-se que o pagamento do IPVA é imprescindível, pois sem ele não há como licenciar o veículo e, sem o licenciamento, o carro pode ser multado ou até mesmo apreendido pela autoridade de trânsito.

Em relação ao IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) lembre-se que conforme a Lei nº 11.614/94, aposentados, pensionistas e beneficiários de renda mensal vitalícia tem isenção do imposto, mas a decisão fica a critério de cada município. As datas de pedido de isenção também variam de município para município. Porém, os fatores que determinam se um idoso pode ou não ser liberado do IPTU, geralmente, são: renda que não ultrapasse três salários mínimos e não possuir outro imóvel.


Quem é obrigado a IPTU e não assume o compromisso tem o débito inscrito na dívida ativa do município, o que pode significar até o confisco dos bens do proprietário do imóvel.

Por Juliana Lopes

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