Cuidado com as liquidações de Janeiro

Cuidado com as liquidações de Janeiro

Elas são tentadoras, mas acontecem em um momento não tão oportuno assim. As famosas liquidações de início de ano, principalmente dos eletrodomésticos em grandes redes de departamento, nos induzem a agir por impulso e comprar a tão sonhada geladeira nova, sendo que, às vezes, a que está em casa não é tão velha assim.

A consultora financeira Suyen Miranda aconselha antes de tudo analisar se a compra vai caber no orçamento, principalmente porque nas despesas deste mês você ainda vai incluir itens como IPVA, IPTU, material escolar, ou até a herança de 2010, que está na fatura do cartão de crédito ou em cheques a serem compensados.

"Em muitos casos vale mais a pena até economizar e usar esse dinheiro para comprar uma nova versão do produto que geralmente é lançada logo depois. Uma televisão de LCD, por exemplo, mais avançada, ou então de uma marca melhor, que vai garantir um produto de mais durabilidade", sugere a consultora.

Além disso, cada um deve questionar se aquela compra realmente é necessária, porque geralmente nas liquidações o preço pago é à vista. "Assim você acaba usando o dinheiro que já estava destinado às contas mensais ou mesmo à viagem do fim de semana na praia", lembra Suyen.

Se depois de tudo isso você perceber que está precisando daquele eletrodoméstico e quer aproveitar as ofertas, a dica da PROTESTE é não se deixar levar por liquidações do tipo "pegue dois, leve três". Mesmo em saldões é preciso bater perna e avaliar as diferenças de preço. Veja em anúncios, panfletos e revistas. Já o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) alerta para a "falsa liquidação", ou seja, as lojas aumentam os preços antes de aplicar o desconto, dando a impressão de que o produto ficou mais barato.

A consultora também lembra que em muitas lojas é comum usar aparelhos do mostruário, muitos deles tem um leve amassado ou lascado. "A prática é até permitida desde que o consumidor seja avisado antes do defeito e o mesmo não deve comprometer o funcionamento do produto", ressalta Suyen. Já o PROTESTE adverte que os defeitos devem constar na nota fiscal, portanto, para evitar problemas teste sempre antes de levar para casa. E também tenha cuidado durante o transporte, pois muitas redes não oferecem o serviço do frete por conta do desconto.

Segundo a Fundação Procon, o Código de Defesa do Consumidor não obriga os fornecedores a trocar os produtos por motivo de cor, tamanho ou gosto. A Pro Teste explica ainda que há mercadorias em exposição nos saldões que não podem ser trocadas. Caso a troca seja possível, a lei determina um prazo de 30 dias, para reclamar defeitos em produtos não-duráveis, e de 90 dias, para os duráveis.


Entretanto, o Procon ressalta que se o produto apresentar algum vício de qualidade ou de quantidade que o torne impróprio para o consumo, o fornecedor tem 30 dias para resolver a pendência. Caso contrário, o consumidor tem o direito de exigir a troca da mercadoria por outra igual ou a devolução das quantias pagas com correção monetária.

Por Juliana Lopes

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